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Fur And Skin - Hugo, Humano

Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Snowmeow em Sáb 13 Fev, 2010 5:42 pm

Depois de uma loooonga pausa entre meu último conto "grande", eis que venho trazer para vocês mais uma obra do universo Fur And Skin.
Hugo Humano
contará a estória de um Humano que, por acidente, ou incidente, acabou indo parar em um vilarejo de Tabax, e travando contato com seus habitantes estranhos.


Fur And Skin – Hugo, Humano

Uma cidade no interior do Brasil. Um carro abarrotado, com uma única pessoa em seu interior. Em sua mente, uma casa perto da montanha. Nessa mesma cidade, uma imobiliária em seu caminho. Um homem com um sonho.

Seu nome é Hugo. Hugo chega à imobiliária, carregando um maço de notas. Adentra à porta, onde um corretor já estava à espera.

(Hugo)—Sr. Nokujima, eu suponho.

(Noku)—Me chame de “Noku”. É meio “malicioso”, mas foi assim que me chamaram à vida inteira. Já você, deve ser Hugo Stozzo, não?

(Hugo)—É. Eu vim atrás da casa. O dinheiro está aqui. (Sacode o maço de notas)

(Noku)—(Sacode as chaves) E as chaves estão aqui. A vila onde se encontra tua futura casa fica a oeste da vila rural de Albuquerque. O nome é Vila Sakura, não tem como errar.

Hugo passa o dinheiro. Noku conta. Cara de satisfação, Noku dá as chaves e assina a escritura da casa em nome de Hugo. Hugo pega as chaves, a escritura e entra no carro. De repente, se lembra de uma história.

(Hugo)—Ouviu falar de histórias de lobisomens?

(Noku)—Ouvi. Mas não acredito, não. Ó, não vá se enganar. “Oeste” é pra esquerda, tá?

(Hugo)—Certo. Até a próxima, Sr. Noku.

Só que, com duas coisas, Davi Nokujima não contava: Uma, que Hugo Stozzo é meio burro. Outra, que o mapa tava de ponta-cabeça.

Segundo o mapa, segue-se pelo sul até a vila rural de Albuquerque, e depois, vai-se para Oeste.

Segundo Noku, “Oeste” é para a esquerda.

E assim foi. Conduzindo calmamente sua camionete, Hugo passou pela vila rural de Albuquerque e foi para a esquerda.

Para Leste.

A estrada de terra a leste leva ao sopé de uma montanha que ainda vai ser dinamitada para fazer um túnel. Ou seja, adiante não há nada além de um paredão de granito.

Cerca de 800metros antes do paredão, porém, uma fortíssima neblina tomou conta da pista. Tudo que Hugo viu foi um arco de pedra. O nevoeiro terminou depois de Hugo rodar mais de dois quilômetros.

A estrada era cimentada, e não asfaltada, como de costume. Hugo viu que a paisagem era mais verde e sentiu que estava esfriando. Nem prestou atenção na lua. Um nevoeiro mais rasteiro cobria uma plaqueta verde que anunciava o destino: “Vila Sakura”. Umas sílabas estavam meio distantes umas das outras na placa, mas Hugo não prestou atenção nesse detalhe.

Vila Sakura era uma vilazinha bem beira-de-estrada, daquelas de uma rua só. Entrando na rua, Hugo procurou pela casa Nº 95. Sem sucesso: As placas pareciam ininteligíveis. A solução foi procurar por algum casa que aparentava estar vazia. Achou a única sem carro. Entrou na garagem. Saiu do carro. Pôs a chave na porta. Girou a chave.

A porta abriu.

(Hugo)—Uuui, ai... (Espreguiçando-se e olhando o vazio da casa) Ano novo, vida nova. Nada de estranho – Exceto pelas placas das casas – uma vida sossegada. Chega de escrever livros de fantasia! Faturei uma graninha considerável, guardei boa parte no banco, graças a essa estranha mania de Furries que tomou conta do Brasil! Nem sei como eu consegui escrever e desenhar aquelas estórias todas! Até parece que existem de verdade! É... De hoje em diante, chega!

Vizinhos prestavam atenção no novo indivíduo.

(Vizinho 1)—Olha, vizinho novo!

(Vizinho 2)—Não sei como aquele veículo dele não explodiu... Ouviu a barulheira?

(Vizinha)—O que acham de uma recepção calorosa de boas vindas?

Sob um capote e com o rosto coberto por uma máscara – Sim, estava frio – Hugo descarregava as coisas da camionete para dentro de sua nova casa.

(Hugo)—Sim, chega de peludos! Nada de Carlos Cavalo, nem de sua esposa Elen Égua, nem de Lúcio Lobo, nem de Carla Camundonga. Só vou querer a companhia de Homo Sapiens, de preferência que não leiam quadrinhos! Por isso, nem trouxe TV.

Após descarregar tudo dentro da casa, Hugo fecha o carro, fecha a porta de casa e pensa no que montar primeiro.

Em contrapartida, na casa da frente, muito estava sendo feito. Embora o frio piorasse do lado de fora, meso cobertos da cabeça aos pés, os vizinhos foram, horas depois, bater na porta da casa de Hugo.

Hugo estava sentado em um pufe. Ironicamente, lendo uma storyboard com o elenco de sua última história em quadrinhos

(Hugo)—Elenco: Carlos Cavalo; Elen Égua; Lúcio Lobo; Carla Camundonga; Gonçalves Gorila; Ralf Rato; Cat-Arine, a estrangeira; Raissa Raposa; Leandro Leão; Paula Poodle. Putz... Que doideira

Uma batida na porta tira a concentração de Hugo. Ciente do frio lá fora, ele se cobre e põe a máscara.

(Hugo)—Já vai, já vai! Quem pode ser a uma hora dessas?

Ao abrir a porta, Hugo é surpreendido!

(Vizinhos)—SURPREEESA!!!

Os vizinhos, cerca de dez, traziam bolos, salgados e suco. Como também estavam cobertos até a cabeça, Hugo não notou nada estranho neles. Os vizinhos puseram os comes e bebes em uma mesinha encostada na parede, e se juntaram em frente à porta. E, de uma vez só, tiraram os capotes e máscaras.

(Vizinhos)—SEJA BEM VINDO, NOVO VIZINHO!!!

Hugo caiu sentado.

Não eram humanos.

(Continua...)
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor luminos wolf em Sáb 13 Fev, 2010 6:40 pm

só quero ver o que o Hugo fará agora.
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Dark Lyons Kamau em Dom 14 Fev, 2010 12:20 am

Bem vindo devolta a ativa ^^
Realmente o Hugo se meteu no ultimo lugar onde queria sequer imaginar estar.
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Snowmeow em Ter 16 Fev, 2010 1:44 pm

(Continuando...)

Não eram humanos.

As formas de suas cabeças se assemelhavam-se mais às de um casal de eqüinos, outro casal de roedores, um lobo, um gorila, uma gata, uma raposa, um leão e uma cadela poodle.

(Cavalo)—Que houve? Está passando mal?

(Poodle)—Vai ver, ele está surpreso, porque nunca fizeram uma recepção tão calorosa pra ele!

(Hugo)—QUE É ISSO!!! VOCÊS... NÃO... EXISTEM!!!

(Poodle)—Viu só?

(Raposa)—Vai, já que ele tá todo coberto, vamos aproveitar e brincar de “Adivinha o ooza dele”!

(Hugo)—O...”Ooza”?

(Raposa)—É um Boxer!

(Gorila)—Outro gorila!

(Égua)—Cara-chata e sem cauda? Chimpanzé!

(Rato)—É um Mau!

(Camundonga)—Um lince!

(Cavalo)—Um Manx!

(Lobo)—Orangotango!

(Gata)—Bonobo!

(Leão)—Sharpei!

(Poodle)—É um Pug!

(Raposa)—Anda, quem acertou? Qual é o teu ooza? Mostre-se!

Lentamente, Hugo baixa o capote e tira a máscara, para espanto de todos.

(Hugo)—Ou eu tô louco... Ou eu peguei, literalmente, a Curva Errada em Albuquerque.

A égua comemora, pulando.

(Égua)—AH!!! Não falei? Chimpanzé, não disse?!?

(Gorila)—Se isso aí é um chimpanzé, minha cara, eu sou um urso polar! Esse... Cara, eu acho, não pertence a espécie alguma que conheçamos.

(Hugo)—Onde... Eu... Tô?

O humano abre caminho pelos vizinhos, passando pela porta. Olha pra cima. Uma grande lua azul, com filetes brancos, parecendo nuvens. Olha com mais atenção ao redor. Carros e motos totalmente estranhos. Casas esquisitas. Corre até a entrada da vila, onde estava a placa.

(Rato)—Ei, vizinho!

A placa, que estava parcialmente encoberta pelo nevoeiro, mas permitia ler Vila Sakura, agora mostrava um conjunto de caracteres totalmente estranhos acima da inscrição que, sem o nevoeiro, permitia vê-la por completo:

MANIVILANI SADOSA KURATEON.

(Hugo)—ONDE É QUE EU FUI PARAR?!?

Correndo rumo à camionete, Hugo pega o mapa da estrada. Olha o ponto e revira o mapa.

(Hugo)—Mas eu fui pra esquerda! Eu fui!! É Oeste, não é?

O gorila vem por trás, olha o mapa e o vira de ponta-cabeça.

(Gorila)—O “N” é pra cima. Com o “N” pra cima, Oeste é esquerda. Do teu jeito, “N” pra baixo, Oeste é direita.

Hugo manda um baita tapa na própria cara. Volta à entrada da vila, chegando até a rodovia, apontando o caminho.

(Hugo)—Eu sei que eu vim de lá.

O cavalo olha pra direção que Hugo aponta e discorda.

(Cavalo)—Lá? Lá não tem nada, a não ser um paredão de rocha! Na verdade, o pessoal da empreiteira tá meio atrasado pra dinamitar e fazer um túnel.

(Lobo)—Você falou de “Curva Errada em Albuquerque”, não é, estranho? Já ouvi falar dessa cidade misteriosa. A cidade dos “macacos sem pêlos”. A cidade da abominável raça chamada eufemisticamente de Suywan.

(Hugo)—Cidade? CIDADE? Somos mais de seis, digo, seis bilhões em todo o mundo!!! Er... Em todo o meu mundo...

Os peludos presentes se arrepiam.

(Lobo)—MENINAS! GALERA! HÁ UM SUYWAN ENTRE NÓS!!! NÃO DISSE QUE ELES EXISTIAM MESMO?!?

Os mesmos vizinhos que deram aquela recepção calorosa, desta vez se aproximavam com medo. Os símios espalhavam histórias de terror tendo a criatura chamada suywan como principal protagonista e carrasco. Histórias como essa circulavam de boca em boca haviam mais de cinco mil anos.

(Cavalo)—Teu nome, suywan?

(Hugo)—Meu nome é Hugo. Hugo Stozzo

(Lobo)—Istuz... Estoz... Ah, quer saber? Vou te chamar de “Hugo Suywan”, é mais fácil!

(Hugo)—Nós nos chamamos de Humanos! Sou um humano, hominídeo, Homo sapiens, faço parte da humanidade.

(Lobo)—Então tá: Hugo Humano tá bom?

(Hugo)—E você, como chama tua raça?

(Lobo)—Todos nós somos Ooza. E, já que você se apresentou, também vou me apresentar. Meu nome é Khor Takarai.

(Cavalo)—Khumarto Gramma.

(Égua)—Sou Mästhiga Gramma, esposa de Khumarto.

(Gorila)—Meu nome é Keen Ghikong.

(Camundonga)—Er... Rah Tis’Idha

(Rato)—Kohmi Khei’Ju

(Gata)—Mee Ahndho.

(Leão)—Toh’Ru Jeendo.

(Raposa)—Khawda Blanka.

(Poodle)—Lou. Lou Zheeña.

(Hugo)—Putz, que nomes mais cabulosos! Mastiga grama, King-kong, Raticida, Miando, Cauda branca...

(Khumarto)—Uh gostoso também não é assim tão de se orgulhar...

Os outros riem da assertiva de Khumarto. Hugo fica meio sem graça. Já faziam brincadeiras com o nome dele onde ele morava antes.

(Hugo)—Se prestar atenção na pronúncia, vai ver que há diferença entre o meu nome e o que você acabou de dizer.

(Khumarto)—O mesmo se pode dizer dos nossos nomes.

(Hugo)—Bom, agora que sabemos nossos nomes, gostaria de saber onde raios onde eu estou, pra saber se tô muito longe de onde eu vim.

(Lou)—Bairro Sadosa. Cidade de Manivilani, província de Hizzad, feudo de Gnuratsaronshikushadhiey – Mas pode chamar só Gnurat, pra facilitar – Continente Oriental, Tabax.

(Hugo)—Tabax... É o nome do planeta, no caso?

(Lou)—Yap!

(Continua...)
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor ZukoVyper em Ter 16 Fev, 2010 2:04 pm

Snow. esses trocadilhos com nomes me lembram a infancia, qdo eu lia gibis da disney, eles usavam muito isso. talvez ainda usem.
Hugo foi parar num lugar que é mistura de Ilha do Dr Moreau + Friends? hehehhehe
brincaderinha snow
continue, to curtindo pacas!
(ops, soou como trocadilho...)
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Reji em Ter 16 Fev, 2010 2:49 pm

kkkkkk Nossa gostei, tipo no cap 1 ele nã osabia que era meio burro O_O Meio O_O kkkkkk de boa ganha um mapa de ponta cabeça e ainad consegue saira da cidade kkkk nossa esse é bom ^^. Não vi erros nem nada so o jeito que escreve que acho meio cabuloso, tipo esse genero é mais teatral xD mas gosto é gosto desdeque a historia seja boa fica bom ^^ A sim é historia XD da onde arrumo estoria O_O minha professora quase me mato por isso kkkk me lembro até hoje do sermão que levei ai foi galera junto tb hahaha so mal xD.
O cenario fico bem parecido do Silent Hill ^^ vem a neblina e dps Puf sumil do mapa ^^.

Cap2. Tipo gostei bem, mo comédia, ele num desmaio coração forte ele tem ( a nem virei obiam T_T) sério ficou muito bom, os nomes eu enrrolei a ligua pra falar kkkk, e cidade kkkk Meu eita nome estranho, mas parece mesmo vila Sakura kkkkk juntando os negritos fica assim xD hahahha.
Espero proximo cap ^^ Sayonara
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor luminos wolf em Qua 17 Fev, 2010 10:22 pm

coitado do Hugo esta vivendo um pesadelo(ou será só ironia do destino mesmo)
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Snowmeow em Qui 18 Fev, 2010 12:40 pm

(Continuando...)

(Lou)—Yap!

(Toh’Ru)—Tem uns doidos que ainda o chamam de Daibas, mas isso é assunto pros livros de história.

Enquanto conversavam, Hugo ia voltando, mais calmo, para sua casa. Haviam presentes deixados pelos vizinhos. Entre eles, um curioso livro.

(Hugo)—Dicionário Suywankan-Toukan?

(Mästhiga)—Ideia de Khumarto. Khor trouxe essa pérola de Sajuriah. Graças a isso, a gente entende o que você diz, e vice-versa.

(Rah)—Como se chama o lugar de onde você vem?

(Hugo)—Bem... Venho da cidade de São Paulo, no estado de São Paulo. Meu país se chama Brasil, e o planeta de onde eu venho, Terra.

(Kohmi)—“Estado”, no caso, é a província, certo?

(Khumarto)—É o mesmo caso da cidade-laboratório de Shoulla, que fica no continente gelado que tem o mesmo nome.

Hugo provou alguns quitutes trazidos pelos vizinhos. Alguns deles tinham um gosto esquisito, principalmente os trazidos por Mästhiga.

A gata conhecida por Mee Ahndho chega por trás de Hugo, com outro pacote na mão.

(Mee)—Sabe... Há tanto tempo que falamos o Suywankan entre nós, que achei que acabaríamos esquecendo o Toukan.

(Hugo)—Ah, é?

(Mee)—Por isso, eu criei estes discos de aprendizado do idioma Toukan. Você liga na hora de dormir e o subconsciente aprende durante o sono. Já fiz oito discos, e pelo visto, vou ter que fazer mais.

(Hugo)—Por quê?

(Mee)—Ah, sabe... Se existem mesmo seis bilhões de suywan como você disse que existem, uma vez que você apareceu, é bem capaz que outros apareçam, também. Seria uma boa se vocês falassem o nosso idioma em Tabax.

Mee dá o pacote, contendo uma mídia ótica parecida com um CD, junto com o aparelho que a toca, para Hugo.

(Hugo)—É... Vou mesmo precisar aprender a falar como vocês.

(Mee)—Não aqui em Sadosa, mas quando você sair com esse teu thupayba barulhento para outros cantos de Manivilani, falar Toukan será essencial. Recomendo que fique aqui por, pelo menos, um mês. E, enquanto você aprende o básico do Toukan, a gente te ajuda.

(Hugo)—“Thupayba”?

(Mee)—Aquele veículo no qual você veio!

A gata aponta a camionete.

(Hugo)—Ah, o automóvel...

(Mee)—É... Você teve sorte em chegar aqui a Sadosa. Chegasse em outro lugar, e teu destino seria a cela da Haijmazoo! Ouvi falar de muitos oozabiregai que tiveram seu destino selado por lá, e...

(Hugo)—Peraí... Volta o filme... O que é essa tal de Haijmazoo? E o que é esses tais de oozabir... Birigui?

(Mee)—Haijmazoo é o Serviço Secreto dos Governos de Tabax.

(Hugo)—Ah, tá...

(Mee)—Ooza é como definimos todo ser racional. Em teoria, como você também raciocina, você também seria considerado Ooza.

(Hugo)—E esse “oozabirigui”?

(Mee)—Oozabiregai. São ooza com aparências que não entram em total concordância com o nosso entendimento. Você, suywan, seria mais um oozabiregai.

(Hugo)—E “Tabaxi”, o que significa?

(Mee)—Tabaxi é gentílico de Tabax. Ou seja, quem nasce em Tabax é Tabaxi.

(Hugo)—Fale mais sobre esses oozabire...Gai. Como são eles?

(Mee)—Ah, não se sabe muito. A maioria é puro rumor, mas fala de coisas como cavalos com chifres, cavalos alados, lagartos cuspidores de fogo e leões com cara de águias.

(Hugo)—Unicórnios, pégasos, dragões e grifos.

(Mee)—Então eles existem mesmo?

(Hugo)—Nunca vi nenhum deles. Com certeza, são criaturas mitológicas.

(Mee)—Talvez sejam, no teu mundo... E, talvez, o mito deles no teu mundo tenha algo a ver com o nosso mundo.

Hugo se despede de Mee. Vai dormir. Arma um colchonete, come os quitutes deixados por seus vizinhos e dorme, logo depois.

Na manhã seguinte, um mutirão é feito pelos vizinhos para Hugo receber alguns móveis para sua casa.

(Hugo)—Como é que o português é tão popular? Notei que todos os vizinhos conhecem pelo menos uma ou duas frases na minha língua!

(Khawda)—Ah, o Suywankan? Isso foi obra da popularidade do livro Macacos Pelados, do sajuriani Khonta Khawzo. Segundo rumores, Khonta foi o primeiro a visitar Albuquerque e os domínios suywan. Da experiência dele nesse lugar, ele fez a aventura de Pool Ghento, um lobo tabaxi considerado monstro perigoso por todos os suywan, exceto por uma criança. É o livro de ficção mais vendido em toda Tabax! Khonta incluiu a gramática suywan no livro, que incluía também o roteiro para se ir para Albuquerque. Muitos estão procurando esse caminho, mas é difícil! Bom, e é por isso que o teu idioma é tão conhecido entre nós!

(Hugo)—Ah...

(Continua...)
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor ZukoVyper em Qui 18 Fev, 2010 4:32 pm

capítulo intermediário, provavelmente fazendo a ponte entre dois pontos de muita ação ( 1o e 3o epsodios) com bastantes definiçoes da mitologia local, q sera usada pra entender o resto da historia. muito interessante a citacao dos seres mitologicos. destaque para o "Conta Caso" escrevendo hitoria sobre o " Pul Guento". hehehhehe show! :paw:
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Dark Lyons Kamau em Sáb 20 Fev, 2010 10:08 pm

Pelo menos ele já esta se aclimatando com o ambiente ^^
De repente coisas boas podem surgir pra ele.
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Reji em Dom 21 Fev, 2010 3:12 am

Capitulo interessante, meio trava lingua pq na hora de oonza e blalbalbla me perid de tanto ver oo xD kkkkkk.
Mas enfim, parece que tem um traço destinado para o Hugo agora é sivirar para aprender e se acostumar, ou dar um jeit ode querbar a muralha de pedra xD. De boa essa nevoa ainda fico parecneod sillent XD kkkkk
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Snowmeow em Qua 24 Fev, 2010 2:55 pm

(Continuando...)

(Hugo)—Ah...

(Khawda)—Agora, alguém veio de Albuquerque... Todo um universo de possibilidades diante de nossos olhos! O idioma Suywan é idioma paralelo informal há anos!

(Hugo)—(O português, né...)

(Khawda)—Não gostaria de dar uma volta comigo pra ver os outros distritos de Manivilani?

(Hugo)—Ehre!

No silenciosíssimo thupayba de Khawda, ela conduz Hugo até um centro de compras.

(Hugo)—Carro silencioso, hein? Só ouço um leve assovio...

(Khawda)—Surpresa estou eu sobre teu thupayba: Faz muito barulho, parece que vai explodir a qualquer momento!

(Hugo)—Pudera... Os pistões do motor devem estar mal-regulados...

(Khawda)—Pis... Pistões?

Até Khawda entender que o motor do carro de Hugo age por um ciclo iniciado pela explosão nas câmaras dos pistões, foram-se dez minutos. E, até Hugo entender que o motor do thupayba da Khawda e, na verdade, uma turbina, foram-se outros dez minutos.

(Hugo)—Turbina?!? Como... Turbina de avião?

(Khawda)—“Avião”? O que é isso?

(Hugo)—Ah, há, vai me dizer que você nunca viu uma máquina voadora!

(Khawda)—PELO GRANDE! Máquinas que voam? Isto é ridículo!

E até Khawda compreender que os suywan fabricam máquinas voadoras, mais pesadas que o ar, foram-se outros dez minutos.

Mais meia hora de passeio, e Khawda entrou em um estacionamento de uma espécie de sobrado, onde estavam escritas as frases Tokkoma Kan Tife e Clube do Livro.

(Hugo)—“Clube do Livro”?

(Khawda)—“Tokkoma Kan Tife”, no toukan de Schwarzak. Aqui se exercita o idioma Suywankan em toda parte, mas principalmente na “Sala Pool Ghento”, onde se fala de suywan às 20 horas do dia.

(Hugo)—Não são 24?

A raposa mostra um relógio de parede para Hugo.

(Khawda)—Não. São 20.

O relógio de parede tem só números de 1 a 10, e os ponteiros correm em sentido anti-horário. Hugo, prestando atenção no relógio esquisito, nem vê Khawda entrando na “Sala Pool Ghento” Khawda vê que o humano está distraído e o puxa pela mão para que ele entre na sala com ela.

São recepcionados por um gato um tanto... Excêntrico.

(Gato)—<Oiii! Olha só, ooza! Khawda Blanka nos trouxe um ooza vestido de suywan com perfeição!!!>

(Nota do Autor: <Falado em Toukan>)

(Khawda)—<E se eu disser que ele é mesmo um suywan?>

(Gato)—<Ah, qualé Khawda! Tá certo, os livros de Khonta Khawzo são excelentes, mas daí pra me dizer que existem suywan de verdade?>

(Khawda)—<Toca nele, Mah!>

Mah Lyado. Gato branco com grandes manchas negras pelo corpo. Apreciador da obra de Khonta Khawzo, mas um tanto cético.

(Mah)—(Para Hugo) <Qual ooza é você?>

(Hugo)—O que esse gato disse, Khawda?

(Mah)—<Uau, teu suywankan é perfeito!>

Mah toca a cara de Hugo. Sente que há carne, e não borracha, nas feições suywan. Se afasta, assustado. Se joga num sofá.

(Mah)—<Que loucura é esta? Khawda, ele fez plástica? As feições de suywan dele são verdadeiras!!!>

(Khawda)—<Não, ele é um suywan de verdade! Veio de Albuquerque, e tudo o mais!

(Hugo)—Cês podiam falar português, pelo amor de Deus?!?

(Mah)—<O que há com ele?>

(Hugo)—<Está assustado, eu acho.> Tente exercitar teu suywankan um pouco, Mah!

(Mah)—Ah, tá. Er... Hugo, é teu nome, não é? É verdade que os suywan são... Er... Canibais?

(Hugo)—HEIN?!?

(Mah)—É, ouvi falar que os suywan não passam um dia sem comer carne de boi, de porco, ou mesmo de cachorro...

(Hugo)—Não existem “bichos inteligentes”, como vocês, no mundo onde vivo. Lá, a única raça inteligente existente é a raça humana... A minha raça. Os seres que vejo falando aqui eu vejo andando nas quatro patas lá.

(Mah)—Peraí, volta do começo que não entendi...

(Khawda)—Isso não é canibalismo, Mah! Os suywan só seriam mesmo canibais se eles comessem carne de outros suywan!

(Mah)—Anhé?

(Khawda)—Hugo, explique ao nosso amigo felino em detalhes o que você acabou de falar.

(Hugo)—Vou tentar... No meu mundo, vocês só existem como animais.

(Khawda)—Khëbas.

(Hugo)—“Humana” é o nome da minha espécie, da minha raça.

(Khawda)—Suywan.

(Hugo)—Nós também chamamos de “quadrúpedes” os animais que são destituídos de inteligência, porque, bem... Eles vivem sobre as quatro patas.

(Khawda)—Toubana.

(Mah)—Ahh... “Humana” é suywan em suywankan... Mas temos mesmo cara de khëbas?

Hugo tira de sua mochila um livro, de fotos de animais, trazido da Terra. Oferece-o a Mah.

(Mah)—Eu... Posso? Ooza... Vou pegar em um artefato suywan...

Os ooza que lá estavam deram uma olhada de canto. O livro tinha, como título, “Mamíferos do Mundo”. Hugo abriu o livro na página que tinha a foto de um gato.

(Hugo)—É a tua cara.

Mah contempla a imagem do quadrúpede estampada no livro.

(Mah)—Nome: Gato doméstico. Nome científico: Felis Catus. Família: Felidae. Ordem: Carnívora... Sou um... Gato? É, é meio parecido com o meu biótipo...

Logo depois, a raposa adianta algumas páginas para mostrar a foto de um animal aparentado a ela.

(Khawda)—Veja, essa sou eu! Eu sou uma raposa!

(Mah)—Será que somos parentes?

(Continua...)
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Reji em Qua 24 Fev, 2010 9:13 pm

Hum... legal, agora que eles vão saber mais sobr eles mesmo e vice-verça ^^, ficou legal a historia ^^
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Lobo Cinza V em Ter 02 Mar, 2010 12:19 am

Estoria legal Snow,começei a ler agora as estorias "Fur and Skin" são muito boas.
So queria saber como ele foi parar em um mundo diferente de carro?

PS:sua propagando no outro topico deu certo pelo menos comigo.
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Re: Fur And Skin - Hugo, Humano

Mensagempor Snowmeow em Qua 03 Mar, 2010 8:14 pm

(Continuando...)

(Mah)—Será que somos parentes?

(Khawda)—(BLÉÉÉÉ…) Por que acha isso, pelo formato das orelhas?

Com isso, todos os presentes ficaram curiosos para ver o livro do suywan e saber com qual khëba da Terra dos suywan cada um se parecia. Na verdade, os animais ilustrados no livro já existiam ali, tanto na forma “quadrúpede” quanto na forma antropomórfica. Mas os nomes eram diferentes, sendo que em Tabax os nomes eram mais onomatopaicos. Por exemplo, möw era como os tabaxi chamavam o gato, e waff era como eles chamavam o cão. Haviam exceções à regra, como os pâmura, que eram os animais da classe dos mustelídeos. De uma forma ou de outra, os ooza passaram a se chamar de animais.

Depois de umas compras pelo mercado ao qual o Tokkoma Kan Tife era anexado, Khawda comentou o sucesso do livro.

(Khawda)—Teu livro fez sucesso, Hugo.

(Hugo)—Ô! Tanto que até tive que deixá-lo no Tokkoma Kan Tife...

(Khawda)—Não vai ser lá uma grande perda pra você. Mas pra nós, é a doação mais importante já feita! Nenhum outro Tokkoma Kan Tife tem um só tokkoma do povo suywan que seja! Er... Tão pesados, os discos?

Hugo carrega quatro pilhas de 100 discos cada, discos de tamanho de CDs.

(Hugo)—Não muito... Mas do que são estes discos?

(Khawda)—Episódios narrados em som e imagem... Não sei se você já viu...

(Hugo)—Aaaah, filmes! E são filmes do quê?

(Khawda)—Ahn... Yiff...

(Hugo)—“Yiff”? Yiff, yiff... YIFF?!?

Um tigre com roupas de segurança dá a maior bronca em Hugo!

(Tigre)—Pára de ficar falando palavrão aqui, primata! Há filhotes no mercado!!!

Saindo do mercado e chegando ao thupayba de Khawda, ela e Hugo começam a carregá-lo.

(Khawda)—Que tá tão espantado, suywan?

(Hugo)—“Yiff” é, por acaso, um macho e uma fêmea, na cama, no maior calor da batalha?

(Khawda)—Fala sexo de uma vez! É, sim, é muito sexo! “Yiff” é a palavra mágica que nós suspiramos quando estamos prontos para o amor... Em mim, quase que não vem, mas quando vem, sai de baixo!

Hugo engole em seco. Os dois voltam para Sadosa, a tempo do almoço. Hugo almoça na casa de Khawda.

(Khawda)—Temos bife, carne moída, copa, presunto, salame, mortadela, e... Peixe grelhado. Pra acompanhar, queijo e omelete.

(Hugo)—(Putz, só produtos animais...)

Após o almoço, filmes Yiff, rodando no “gira-discos” da sala. Khawda assistia aquilo como se fosse uma comédia pastelão, impassível aos filmes, enquanto que Hugo quase não se continha. Somente a boa educação impedia o suywan de yiffar a si mesmo naquela hora!

(Khawda)—Tá tenso, suywan? Não vai me dizer que você tá na época do “acasalamento”?

(Hugo)—Não... N-não temos “Época”... Nós, humanos, fazemos... Er, “isso”... O ano... Inteiro...

Khawda gargalha.

(Khawda)—SÉRIO?!? E você tá com vergonha de... Er... “se aliviar”? Ah, ah, ah... Então, me deixe dar licença para você… Er… “Ficar à vontade”. Vou lá na casa da Mee e volto em 30 minutos, tá?

(Hugo)—Peraí!... Se estou atrapalhando, deixa... Que eu volto pra minha casa...

(Khawda)—Imagine, suywan! Minha casa, tua casa! Você precisa se acostumar com a nossa... Hospitalidade. Já volto, viu? (Fecha a porta e sai)

Hugo está sozinho. Baixa o zíper da calça...

(Hugo)—Putamerda, que filme quente da porra!

Na casa de Mee Ahndho...

(Khawda)—Mee!

(Mee)—Fala, Khawda! E o suywan?

(Khawda)—Ah, o suywan está yiffando a si mesmo na sala da minha casa...

Gargalhadas entre as duas.

(Mee)—O suywan tá na época do acasalamento, então?

(Khawda)—Época? Que época?!? Os suywan fazem isso o ano inteiro!!!

(Mee)—Pelo Santo Elo... Então, ele é bem “versátil”... Se eu não achar um macho disponível quando estiver na “minha hora”...!

(Khawda)—OO QUÊÊÊ!!! Tá pensando em yiffar o suywan, tá?

(Mee)—Ah... Que tem? Ele é macho, não é? Você nunca yiffou um macho de outra espécie?

(Khawda)—Eu já, mas nunca um de uma espécie tão... Diferente da minha! No máximo, foi alguém da mesma espécie do Khor, ou da Lou.

A gata faz cara de desconfiada.

(Mee)—Sei!...

(Khawda, mudando o assunto)—Ah, já te falei que o suywan fez o maior sucesso lá no Tokkoma Kan Tife? Ele levou um livro de khëbas do mundo dele e doou o livro! Os fãs de Khonta Khawzo receberam o livro como se fosse uma relíquia!

(Mee)—Sério?!

Nisso, chega um thupanã de uma emissora de TV local. De dentro dele, descem uma marta com um microfone na mão, e um porco com uma câmera. A marta liga o microfone, o porco liga a câmera e, de dentro do veículo, um cachorro dá um sinal de “tudo pronto”.

(Marta)—Pehli’ Kara para o Canal Dez, reportando ao vivo do bairro Sadosa, na cidade de Manivilani, onde uma misteriosa criatura tida como sendo um suywan foi avistada nos arredores. (Vira o microfone para Khawda) Com licença, alguma das senhoras viu um suywan por aí?

(Khawda)—Sim, ele é nosso amigo.

(Mee)—(Xi...)

(Pehli’)—É verdade que o suywan é canibal?

(Khawda)—Pelo Grande! De onde você tirou essa descabeçagem ?

(Pehli’)—Ah, sim... Vocês ainda não viram o suywan comer ninguém.

Pehli’ interrogava Khawda enquanto Mee bolava um plano com os vizinhos e o punha em ação, junto com Khumarto e Khor.

(Khumarto)—Khawda, cadê você? Você esqueceu de tomar de novo os teus remédios?

Tanto Pehli’ como Khawda estranharam o chamado. O cameraman capta a imagem de Khumarto segurando um frasco de comprimidos, enquanto Khor e Mee seguravam algo parecido com uma camisa-de-força. Os três, vestidos de branco.

(Khawda)—Remédios, como assim?

(Khumarto)—Ah, não!... Não me diga que está falando pra essa pobre repórter aquela estória do suywan de novo!

(Pehli’)—Como... Como assim?

(Khor)—Mil perdões, senhorita... Esta moça aqui é meio descabeçada, entende? Ela precisa tomar remédios controlados, como o Despekazip, conhece?

(Pehli’)—Meu Grande... O Despekazip?

(Khor)—É, ela toma 15 todo dia!

Decepcionada, a marta meneia a cabeça.

(Pehli’)—Coitada!... E ela parece ser tão jovem!... E o relato dela parecia ser tão convincente!... Então, esse papo de suywan é tudo estória dela?

(Khor)—Tudo estória dela.

Amarrada na camisa-de-força, Khawda não está entendendo nada!

(Khawda)—ME SOOOOLTAAAA!!!

(Pehli’)—Mas... Quem era o sujeito que estava com ela lá no Tokkoma Kan Tife?

(Khor)—Não sabe? Um novo morador daqui do bairro... Um chimpanzé meio fanático pela obra de Khonta Khawzo, que entrou na faca pra ficar igualzinho a um suywan de verdade!

Feitas as desculpas, Pehli’ e sua equipe subiram no thupanã e voltaram para o lugar de onde vieram. Khor e Khumarto tiram a focinheira de Khawda e desabotoam a camisa-de-força.

(Mee)—Desculpe, Khawda... Mas achamos melhor o povo não saber dessa história de suywan.

(Khawda)—Mas me fazer de louca?!? Com que cara que eu vou voltar ao Tokkoma Kan Tife?

(Mee)—Eu ligo para o Mah e para os outros.

Hugo ainda estava ”yiffando a si mesmo” na casa de Khawda. Mee pegou sua aothupa e se dirigiu ao Tokkoma Kan Tife, nem notando o thupanã estacionado a 100 metros da entrada. Lá dentro, Pehli’ Kara e seus assistentes vasculhavam a rede tabaxi de dados.

(Pehli’)—Vendo a relação de todos os moradores de Manivilani Sadosa Kurateon. A única raposa fêmea residente se chama Khawda Blanka. (Digitando) Histórico médico de Khawda Blanka... (Digitando e clicando) Absolutamente normal. (Digitando e clicando) O único primata residente se chama Keen Ghikong, e é um gorila. Não há sinal de chimpanzés por lá. (Digitando e clicando) Há uma casa vazia na lista, mas no visual todas as casas estão ocupadas. Conclusão? Há um suywan por lá.

(Porco)—O que pretende fazer?

(Cachorro)—Se liga, agente Palme! Lógico que a agente Kara vai avisar a Central!

(Ag. Palme)—Mais um caso de oozabiregai, agente Ki’Rex?

(Pehli’)—Não, é muito mais grave! Alô, Central? Código 666 em Manivilani, Sadosa Kurateon!

Pehli’ Kara não é repórter, Irens Palme e Vienga Ki’Rex não são assistentes: Os três são agentes da Haijmazoo! E Hugo Humano é seu próximo alvo!

Anoitece. Khawda entrou em sua casa, estranhando o asseio.

(Khawda)—Hugo?... Você... Desistiu de seu propósito?

Do banheiro, Hugo responde.

(Hugo)—Uff... ‘Magina, Khawda... Fiz tudo o que tinha que fazer... Só que eu não iria melecar a sala de tua casa, né?

(Khawda)—E por que não? A graça está justamente em deixar o cheiro no ambiente!

(Hugo)—No teu mundo, porque no meu isso é porquice!

Khawda corre até o banheiro e começa a farejar, à caça do cheiro de Hugo.

(Khawda)—Nossa!!! (Abana o focinho) Que cheiro forte!!! Você vai ver a Mästhiga chegar aqui já, já...

A raposa liga um ventilador (ou algo parecido, que faz vento) para o cheiro sair do banheiro e, em menos de dez minutos...

(Mästhiga)—Khawda, que cheiro é esse?

A raposa sai para o quintal, para recepcionar a égua.

(Khawda)—Tá sentindo? Cheirão de suywan!

(Mästhiga)—Suywan yiffado?!

(Khawda)—Suywan yiffado!!

(Mästhiga)—Nossa, esse cheiro me lembra muito o Khumarto depois da nossa primeira noite! Ah, que saudade!... Cadê o Hugo?

(Khawda)—Tá na sala, envergonhado. Acho que a sociedade dele tem tabus quanto ao cheiro... Hã?

Hugo está conversando com a repórter.

(Pehli’)—Que macho cheiroso... Poderia vir aqui um pouco?

(Khawda)—Essa marta... HUGO, ESPERA!!!

Irens e Vienga agarram Hugo, enquanto quatro thupanãs negros invadem o vilarejo!

(Khawda)—HUGOOOO!!!

(Mästhiga)—SOLTEM O SUYWAN!!!

Armas são apontadas para elas.

(Continua...)

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