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Praia - Um conto de Fur And Skin

Praia - Um conto de Fur And Skin

Mensagempor Snowmeow em Seg 10 Ago, 2020 12:20 am

Praia
(Esta história aconteceu antes de Yago começar a trabalhar na Força Corretiva)
Era a primeira vez que Yago Valls da Silva estava cruzando um Funto. Já tinha ouvido falar de Tabax quando estava em seus primeiros anos de inspetor na Polícia Civil de São Paulo, mas nunca havia passado pela cabeça dele de que ele seria escolhido para um programa de intercâmbio em Tabax, na cidade de Schwarzak, capital de Gnuratsaronshikushadhiey (Gnurat, só pra encurtar).
A sensação da primeira travessia é perturbadora. Um caleidoscópio de cores vibrantes em tons de vermelho e verde, que chegavam a arder os olhos, e uma sensação de eletricidade estática que parecia chegar até os ossos. Grone Toman, um ooza canino com feições de um pastor alemão, era o seu guia.
(Grone)—A primeira vez que eu atravessei um Funto, eu mijei nas calças. E eu achando que a recomendação do Coronel Sial, de usar uma fralda geriátrica, era zueira dele... Er, tá conseguindo entender o Toukan?
(Yago)—Hã?... Ah, sim! Passei um ano e meio aprendendo o idioma de vocês pra não ter problemas. Ainda tenho um pouco de dúvidas quanto a certas palavras, mas acho que posso me virar com o tempo.
Não demorou muito, Grone e Yago estavam pisando no Autam-Dea de Vaikenkë, uma cidade litorânea que possui um porto bem movimentado, e belas praias. Grone tratou de ligar para seus superiores informando da chegada.
(Grone)—Comissário? O intercambiário suywan já está aqui. Quem que... Ah, não, justo ELE?!? Quê? Antes causar problemas na terra dos suywan do que na nossa?... Tudo bem, Comissário. Uma semana de imersão antes de começar a trabalhar? Entendido. Estamos em Vaikenkë, acho que é uma cidade adequada para ele se acostumar à cultura tabaxi. Entendido, Comissário. Desligando. (Para Yago) Seu substituto já partiu para São Paulo. Fidyu Makenga não era o mais adequado pra isso, mas...
(Yago)—“Fi’ de uma quenga”? Que raio de nome é esse?
(Grone)—Fidyu, da família Makenga, é um encrenqueiro de marca maior. Pelo visto, você vai ser chamado antes do fim do contrato do intercâmbio. A menos, lógico, que aconteça algum milagre... Mas não vamos pensar nisso, Yago!
Caminhando pra fora do Autam-Dea, a movimentação, as cores, vozes e aromas diversos de uma cidade movimentada como aquela já tomavam Yago de assalto.
(Grone)—Você agora é um estagiário da Força Corretiva, mas antes de pegar na pistola, você vai precisar fazer uma imersão na cultura tabaxi. Ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, cheirar com o focinho, degustar com a boca, tocar com as mãos... Ou com outras partes do corpo, quem sabe? Estamos em Vaikenkë, uma cidade à beira do mar, e o que uma cidade à beira do mar tem pra oferecer de melhor? Hein?
(Yago)—Er... Água de coco?
(Grone)—Não, seu ingênuo... PRAIA! Até onde eu sei, os suywan adoram praias, e aqui tem a melhor praia de Gnurat.
À frente de Yago e Grone, uma majestosa faixa de areia banhada por ondas calmas, e cheia de banhistas.
(Grone)—Yago Valls da Silva... Te apresento a Praia dos Fugitivos!
(Yago)—Praia... Dos Fugitivos?
(Grone)—Coisa do tempo da Emigração. Os Herbívoros cortaram a madeira daqui, fizeram jangadas e barcos, e fugiram por esta praia, já que há uma corrente de ar constante que sopra rumo ao mar.
Dentro da praia, no entanto, duas coisas causavam estranheza no humano. Uma, o pessoal não parecia nada alegre naquele lugar. Até a areia era fria. Outra, todos estavam... NUS.
Inclusive Grone, que mostrava uma visão nada agradável para o humano.
(Yago)—Você devia ter me falado antes que essa era uma praia de NUDISMO!
(Grone)—Hã? Você não sabia? Não usamos roupas na praia!
(Yago)—QUÊ?
(Grone)—O próprio conceito de roupas é diferente pra nós. Até conhecermos vocês, nós só cobríamos o corpo com bandoleiras e outras coisas usadas pra carregar objetos ou nos proteger do frio. O que não é o caso aqui, hehehe...
(Yago)—Ah, cara, eu fico meio incomodado em ver tanto marmanjo pelado! Tá certo que vocês são meio-bichos, mas...
(Grone)—Um: Meio-bicho é o teu cu. Nós somos OOZA, e somos uma raça bem antiguinha, já. Somos várias espécies que convivem em harmonia, bem mais que vocês que, mesmo sendo de uma espécie só, fizeram sabe-se-lá quantas guerras de extermínio, e fazem até hoje.
(Yago)—Affe...
(Grone)—Dois: Tá incomodado em ver corpos nus? Olhe pra sua direita...
Uma loba estava conversando com suas amigas, virada de costas para Yago e Grone. Ela se abaixa, com as pernas ligeiramente abertas, oferecendo uma visão detalhada de “tudo que o homem gosta”. Se Yago fosse um personagem de desenho animado, com certeza estaria saindo vapor de apito de locomotiva de suas orelhas, e sua cabeça estaria mais vermelha que a bandeira da China.
(Grone)—E aí, mudou de opinião? (Sorriso irônico no rosto)
(Yago)—Eu... Eu me recuso a comentar!...
(Grone)—Calma aí, suywan! A loba é boazuda, sim, mas teu nariz tá sangrando!
(Yago)—Qualé, cão, tá querendo me meter numa...?!?
A mesma loba estava se agarrando em Yago.
(Yago)—Ô moça, foi mal, eu não quis olhar pra tua...
(Loba)—Pode olhar o quanto quiser, seu esquisitinho... Quer sentir o cheiro, pode sentir a maciez, e se quiser... Pode sentir o gosto... Aqui e agora!
(Grone)—Fudeu!
O cachorro corre a uma cadeira elevada e toca um sino que estava pendurado lá.
(Grone)—TAJUFOLONA!!! TAJUFOLONA!!!
Logo de cara aparece outro cão e uma gata tentando livrar Yago do assédio da loba.
(Loba)—Me larga! Eu quero aquele ooza estranho sem pelos!!! Por que você ainda tá vestido? Eu quero ver o teu--
(Cachorro)—Venha conosco, a praia não é lugar pra essas coisas!!!
(Gata)—Melhor você vir conosco também, suywan, senão ela vai nos dar trabalho!
(Loba)—É um SUYWAN?!? Ele é LINDO!!! Eu quero ter um filho dele!!!
(Yago)—O que deu nessa loba? E como vocês ficam pelados assim normalmente?
(Grone)—Tenho uma resposta para ambas as perguntas. Nós temos nossa época de “aptidão para reprodução”, o Yiffolona.
(Yago)—Ah, o cio.
(Grone)—Eu tô achando estranho, ela ter avançado assim de repente em você... Acho que--
(Loba)—VEM CÁ, SUYWAN!!! Eu quero te mostrar como se faz gostoso aqui em Tabax!
Num posto de enfermaria, das dezenas espalhadas na praia...
(Gata)—Pronto, suywan, pode sair que a gente segura ela.
(Yago)—Não posso aproveitar que a loba tá “quente” pra deixá-la mais... “Calminha”?
(Cachorro)—Não recomendo, mas a gente pode deixar vocês a sós no quarto da enfermaria.
(Grone)—É má ideia, Yago! Pra ela ter te atacado assim, ela pode ter tido Reversão da Lua!
A Loba puxa Yago para o quarto da enfermaria, fechando a porta.
(Yago)—Como assim, “Reversão da Lua”?
(Cachorro)—Nosso “período quente” varia de ooza pra ooza. Para alguns, é na Lua Cheia, para outros, na Lua Nova. Porque, quando estamos no período quente, nem vamos à praia. Então, se ela te atacou na praia, é porque a Reversão da Lua chegou de repente.
Enquanto isso, Yago e a loba estão lascando o couro na cama da enfermaria.
(Yago)—E o que tem... (Puf!) de ruim nisso?
(Cachorro)—Assim como começou de repente, A Reversão da Lua... Acaba de repente.
(Yago)—Hein?
(Loba)—Hã? Onde... QUÊ?!? AAAAHHH!!! TARADO!!!
--TABEF!

A porta se abre com uma loba furiosa, pedindo a assistência da Força Corretiva.
(Grone)—Agente do Terceiro Departamento Corretivo de Schwarzak, Grone Toman.
(Loba)—PRENDA AQUELE TARADO!
(Cachorro)—Senhorita... Você não se lembra de NADA do que aconteceu nos últimos cinco minutos?
(Gata)—Ledua Duma. Você entrou em Yiffolona há uns cinco minutos atrás. Teu Yiffolona é na Lua Cheia, e hoje ainda é Lua Nova, portanto a dedução é de que você teve uma Reversão da Lua. E, de acordo com os registros da enfermaria... (Analisa no computador) Foi a terceira vez em quatro meses.
(Cachorro)—Vou prescrever um remédio para tratamento de Reversão da Lua... E recomendo a você pedir desculpas para o suywan que você estapeou.
(Yago, do quarto)—MEU, ela cortou a minha cara com as garras dela!
(Ledua)—O remédio eu posso até tomar, apesar dessa coisa ser horrível... Mas eu NÃO VOU pedir desculpas para aquele tarado! Se a minha irmã ainda estivesse aqui... (Chuif!) Ele teria levado um couro tão grosso e iria pra jaula sem direito a chave!...
A loba começa a chorar.
(Grone)—Ledua... Duma? Então, você é irmã da Makhilla?
(Ledua)—Eu... Eu tenho tanta... (Chuif!) Saudade...
Abraçando Grone, a loba cai no berreiro, enquanto a gata providencia curativos para a cara de Yago.
(Yago)—E agora, qual é a razão do choro?
(Grone)—(Aff...) Makhilla Duma era uma Agente Corretiva do lugar onde você vai trabalhar. Numa operação de sequestro com reféns, ela resolveu tentar surpreender o sequestrador, mas... (Faz sinal de tiro na cabeça)
(Ledua)—Aquela descabeçada!... Eu sempre fui contra ela entrar na Força Corretiva!... (Olha com fúria para Yago)—E VOCÊ vai ocupar o lugar dela?!?
(Grone)—Não, quem ocupa o lugar dela é o Kramsun.
(Ledua)—Kramsun? Ele era apaixonado por ela quando filhote. Mas aí... Ela resolveu jogar no outro time. (Chuif!)
Ânimos esfriados, cada um no seu quadrado, Grone resolveu explicar o rolo.
(Grone)—Teus companheiros são da Turma 4 do 5º Departamento Corretivo: Kramsun Madyor, Menara Nabre, o “Boizão” e Kasshir Tathai.
(Yago)—“Boizão”?
(Grone)—O nome dele soa meio perturbador no teu idioma, vou deixar você descobrir por si próprio. Você vai falar com o delegado Shadu Kosera, que vai te introduzir à Turma 4. E aí, o que pretende fazer agora?
(Yago)—Por que essa praia parece tão... “Nhé”?
(Grone)—“Nyé”?
(Yago)—Nas praias do meu mundo, tem som, tem água de coco, tem pessoal jogando vôlei, futevôlei, frescobol, tem gente namorando, e aqui... *Olha pra praia de novo* Aqui nada...
(Grone)—Vocês NAMORAM na praia? E eu achando que isso era fetiche de Fiaw...
(Yago)—Fiaw?
(Grone)—Er... Vocês chamam de guasci... Wascinin...
(Yago)—Guaxinim? Pensei que o equivalente do guaxinim em Tabax se chamava Garumu.
(Grone)—Algumas espécies têm dois ou mais nomes. Com o tempo, você vai aprendendo. Então, sobre a praia, a gente vem aqui mais pra relaxar, e não pra ficar mais cansado!
Yago continuou reclamando de não ter nada pra comer, porque a praia de Vaikenkë nem tinha quiosques. As únicas edificações na praia eram os postos de enfermaria e as cadeiras dos salva-vidas. Grone teve que se vestir para acompanhar Yago até uma venda do outro lado da rua, para comer alguma coisa. Humanos não são raros em Gnurat, nem mesmo na cidade de Vaikenkë. Devorou um sanduíche de hambúrguer com queijo e ovos, enquanto que Grone resolveu comer apenas um misto de mortadela e salame.
(Atendente)—E aí, Suywan? Estranhando a praia de Tabax?
O atendente era um urso preto, com alguns quilinhos a mais – Até mesmo para o padrão ursino.
(Yago)—Como soube?
(Atendente)—Heh... Você não é o primeiro Suywan por estas bandas. E todos eles, sem exceção, estranham a quietude das praias de Tabax. Prazer, meu nome é Meya Zekol.
(Yago)—Yago da Silva.
(Meya)—Alguns Ooza que foram pra teu mundo falaram bastante coisa de tuas praias. Comida na praia. Som na praia. Namoro na praia... ROUPAS na praia! E areia QUENTE! Ainda bem que entro de férias no mês que vem! Eu tava até pensando em chamar a minha amiga, a Ledua.
Yago engasga!
(Grone)—Er, o Suywan já conhece a Ledua. Mas não do jeito certo...
(Meya)—Me deixe adivinhar... Reversão da Lua de novo? Não deixei de notar que a cara do Suywan tá machucada... (Para Yago) Aprenda uma coisa crucial se quiser sobreviver aqui em Tabax, Suywan... Se uma fêmea te agarra na praia, querendo fazer “festinha” com você, desvencilhe-se e bata o sino, gritando “Tajufolona!”
Yago alisa a própria cara, cujo curativo já mostrava uns filetes de sangue transparecendo.
(Meya)—Reversão da Lua começa do nada e acaba do nada, também. E vocês, Suywan, são yiffadores lentos. Se uma fêmea acorda da Reversão da Lua com um macho engatado nela, dependendo da espécie, você pode acabar num caixão.
(Yago)—É, aprendi do pior jeito possível. Bom, veja pelo lado bom, já pensou se fosse uma égua... Digo... Uma Heïn? Com certeza eu acabaria morto num coice só!
(Grone)—Heh... Fêmeas Heïn são muito seletivas e enjoadas. Não se preocupe, que você teria que fazer um milagre, ou precisaria de uma combinação de fatores, pra ganhar o coração, ou mesmo só a virilha, de uma Heïn.
(Meya)—Azarado do jeito que esse Suywan parece ser, é bem capaz de ele acabar nos atraques com a irmã do Nabre Moedor de Carne! He, he, he!!!
(Yago)—“Nabre Moedor de Carne”?
(Grone)—Hisarto Nabre. Pentacampeão mundial de vale-tudo. Você vai trabalhar com a irmã dele no 5º Departamento Corretivo. Mas não se preocupe, ela é bem resolvida, e arriscou a própria vida pra salvar o namorado dela.
(Meya)—Tenho pena do Kramsun se ele pisar fora da linha com ela... E VOCÊ vai trabalhar junto com os dois? Cuidado, hein? O pouco que eu sei daquele lobo matreiro é que ele é ciumento pra porra!
(Yago)—Sou sossegado, cara! Eu não vou dar em cima de fêmea alheia pra levar porrada de graça! Isso NUNCA vai passar pela minha cabeça!
O urso joga um punhado de areia numa tigela.
(Yago)—O que o urso está fazendo?
(Grone)—Lendo a sorte.
(Meya)—Eu... Tô sem palavras.
O urso escreveu uma coisa em um papel, colocou em um envelope preto, colou com cera quente e sentenciou:
(Meya)—Grone... Pegue este envelope. Esteja aqui exatamente daqui a três anos. Traga-o e NÃO ABRA! E você também, Suywan.
(Grone)—O que está escrito aqui, seu Ghehu maluco?
(Meya)—Você sabe o que está escrito. A situação pra daqui a três anos. NÃO. ABRA.
Bufando, Grone guarda o envelope na maleta. Ambos se despedem de Meya e voltam à praia.
(Yago)—Fiquei sem saber de nada.
(Grone)—Aquele Ghehu é clarividente e consegue ver o futuro. Ele viu o teu futuro. Por isso ele deu o envelope pra MIM. Daqui a exatamente três anos, nós vamos nos ver nesta mesma cidade, naquela mesma lanchonete. Daí, você verá.
Passa-se uma semana de imersão na cultura tabaxi em Gnurat e finalmente, ele é apresentado a Shadu Kosera no 5º Departamento Corretivo.

TRÊS ANOS DEPOIS...

O telefone de Yago toca.
(Yago)—Yago falando...
(Grone)—Acorda, dorminhoco. Hoje é o dia.
(Yago)—Dia do quê?
(Grone)—Da gente se encontrar na lanchonete em frente à Praia dos Fugitivos de Vaikenkë. Três anos passam rápido, né?
(Yago)—Tenho que ir sozinho?
(Grone)—Não, traga a tua fêmea, se tiver uma. A propósito, quem é ela?
(Yago)—Ué, você não sabe?
Depois de uma conversa breve sobre o melhor horário pra estar lá, Yago se encontra com Menara. Estão de fim de férias, e um dia em Vaikenkë até que seria bom. Menara parece apreensiva. Logo depois, Yago e Menara estão na estrada rumo a Vaikenkë. A viagem não é muito demorada, e menos de três horas depois, o veículo está parado em frente à lanchonete. O veículo de Grone também está lá.
Grone desce de seu veículo acompanhado de Ledua Duma. E estranha Menara estar junto com Yago. Os quatro estão no balcão. O urso olha sorridente para os quatro, e pede o envelope negro de Grone, ainda com o selo de cera quente, já ressecada.
(Grone)—O que tá escrito nesse maldito papel, Ghehu louco da porra?
(Meya)—Leia, em voz alta, Suywan.
O humano pega o papel das mãos de Meya Zekol e lê em voz alta.
(Yago)—Aqui estamos nesta lanchonete, depois de três anos. Grone Toman está casado com Ledua Duma, e ambos têm um filho que está na casa da mãe de Ledua... Eita, Grone! Isso é verdade?
Grone e Ledua estão em choque.
(Meya)—Continue.
(Yago)—Yago da Silva está recém-casado com Menara Nabre...
(Menara)—Como... Como assim?... Isso aí foi escrito três anos atrás?!?
(Yago)—E Menara tem uma coisa muito especial para falar a seu marido... Ela estará grávida de...?!?
(Menara)—(Chuif)... (Junto com Yago) Três... Semanas.
(Yago)—‘Nara, VOCÊ TÁ GRÁVIDA?!?
(Menara)—Eu só ia te falar amanhã... É o nosso bebê, Yago!
O humano cai de joelhos, ouvido rente ao ventre de sua esposa. As lágrimas saem sem controle.
(Yago)—O nosso bebê... Será que vai ser um garotão?
(Meya)—Não... Será uma menina.
(Grone)—Mais uma vez, você não errou uma! (Para Yago e Menara) Meya Zekol é clarividente e vê a sorte na areia. Mas não tinha feito uma previsão de prazo tão longo. E justo a Menara, hein? O Ghehu e sua boca suja!
(Meya)—Bom, mais uma previsão acertada... Rodada por conta da casa!
E, logo depois, cada casal estava indo para sua casa. Cada um com um envelope negro, selado a cera quente, que só seria aberto daqui a cinco anos por Grone, doze por Ledua, dezesseis por Menara e vinte por Yago. O que está escrito neles? Cada um só saberá a seu tempo.
Dois dias depois, Meya Zekol tem um infarto fulminante e morre. Tudo já estava preparado para sua “partida”. A praia chora em silêncio.
FIM.
Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirá falta dela no Verão.
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