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Fur And Skin - Pequenina Dançarina
#16
(Continuando...)

(Don e Bucky)—HEIN?!?

(Thoá)—Precisamos economizar água, vamos tomar dois de cada vez. Eu vou tomar com a Risara. Já que vocês são parceiros de dança, por que não se tornarem parceiros de banho?


(Bucky)—E-eeei !!! Você não está se precipitando, não?


(Thoá)—Quer, eu tomo com ele. Mas não me responsabilizo por possíveis atentados ao pudor. Você sabe, eu tô no meu período quente!


A pequena potranca pega a toalha, agarra o braço de Don e entra no banheiro.


(Bucky)—Você faz muito barulho quando yiffa. Não quero você incomodando os vizinhos. Toma banho com a Risara, o Don tá mais seguro comigo.


(Thoá)—Aproveita e faz a Dança da Banheira! Fuwmpa-riik! Fuwmpa-riik!


Um sabonete voa direto na cabeça de Thoá, que se retira e fecha a porta, rindo.



“POP!”

Na banheira, humano e potranca de costas um pro outro.


(Bucky)—Não sei como você conseguiu chegar na banheira de olhos fechados.


(Don)—Vez por outra, tem blecaute onde eu moro. Já me acostumei a tomar banho no escuro.


(Bucky)—Mas não tem banheira no teu banheiro. Lava as minhas costas?


(Don)—Hã?


(Bucky)—Tá estranhando por quê? Você não lava as costas da tua irmã?


(Don)—Eu não tomo banho com minha irmã!


(Bucky)—Vocês, suywan, são estranhos. Vai, eu lavo as tuas costas.


(Don)—Peraê!...


(Bucky)—Tá com medo do quê?


E, a contragosto, Don deixou Bucky lavar as suas costas.


(Don)—(Pensamentos puros, pensamentos puros, pensamentos puros!...)


(Bucky)—Você parece trêmulo... Você ainda não decorou a coreografia nova?


Era outra, a razão de Don estar trêmulo. Desde quando ele rompeu com a Tomoko, que nunca mais outra fêmea havia tocado nele desse jeito.


(Don)—Dois... Humanos... Pelados...


(Bucky)—Ei, eu sou uma ooza!


(Don)—Humanos como eu, são muito sensíveis ao tato... Você me passando essa bucha aí, tá criando um clima meio estranho...


(Bucky)—Que foi, tá gostando?


(Don)—Se eu dissesse que não, eu estaria mentindo... Mas preciso manter o foco e...


(Bucky)—Você parece preocupado com alguma coisa... Vai, acabei. Agora você, esfrega as minhas costas! Vê se tira essa venda!


A potranca arranca a venda dos olhos de Don. Quase que ele tem uma hemorragia nasal ao ver Bucky, nua, coberta de espuma, à sua frente.


(Bucky)—Pensa que tá sendo fácil pra mim, também? Eu nunca vi um suywan sem roupas! E estou com o peito galopando aqui, não sei por quê!


Do lado de fora, Thoá e Risara, ouvidos encostados na porta.


(Thoá)—(Ai, pelo Grande, yiffem logo de uma vez! Tá na cara que os dois estão com vontade!)


(Risara)—(Não é fácil deixar o orgulho de lado, e Bucky é o orgulho em ooza!)


(Thoá)—(Tive uma ideia!)


(Risara)—(Thoá tendo ideia, não acredito!)


(Thoá, fingindo)—Oooohh!... Acabaram os cereais matinais! Vamos precisar comprar mais, Risara!


(Risara)—Como ass.. AI!


Uma cotovelada de Thoá dá a entender que Risara tinha que ficar quieta.


(Thoá)—Mas os cereais que eu gosto só se compram naquele shabatrum
[J1]  que fica lááá no centro de Onadar! Vamos pegar um boekau já! Vem comigo, Risara!

Sem ter o que fazer, Risara meneia a cabeça e acompanha Thoá, deixando ambos sozinhos.


(Don e Bucky, em pensamento)—(Estamos... Sozinhos.)


Silêncio absoluto, até que Don tenta quebrar o gelo.


(Don)—Puxa... Esquentou, né?


(Bucky)—V-verdade...


(Don)—Estou meio... Desconfortável, não estranhe se... o troço...


(Bucky)—Que troço? Peraí, deixa eu alcançar a torneira e...


Só que Don estava entre Bucky e a torneira da banheira. Don, sentado, vê Bucky se levantar, corpo cheio de espuma vindo em sua direção.


(Don)—Ei, ei, EI !!! Esse corpo aí!


(Bucky)—Pera um pouco, tô quase alcançando a torneira... Não se agite!


(Don)—Tua barriga tá na minha cara!!!


(Bucky)—OOOOAH...!


A banheira não é antiderrapante, e os cascos de Bucky escorregam, fazendo-a cair sentada no colo de Don.


--POP!


(Bucky)—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH !!!


O grito faz Thoá e Risara, que estavam na cozinha, correrem rumo ao banheiro.


(Don)—N-Não... Não me diga que... Que você caiu... Em cima do meu...


(Bucky)—Minha... Minha...!!! ISSO DÓÓÓÓÓÓIIIIII !!!


(Risara)—Mas é claro que dói! Pensou o quê, que a defloração era como tirar a casca de uma ferida velha?


Thoá abre a porta e vê Bucky sentada sobre Don, contorcida de dor, o braço direito ainda esticado rumo à torneira.


(Risara)—Não me diga que você... Escorregou...


(Bucky)—Uhum...


(Thoá)—E caiu bem em cima do puyuu do Don!...


(Bucky)—Uu-huu-huummm... Me tirem daqui, não consigo nem me mexeeer!!!


(Thoá)—E o Don?


(Don)—Eu... Eu... Eu...


(Risara)—Esquece. Thoá, tira a Bucky da banheira e cuida do... Er... Machucado dela. Eu vejo se consigo tirar o suywan do torpor dele.


Quinze minutos depois, os ânimos pareciam estar acalmados, mas a impressão era de que algumas marcas jamais seriam esquecidas.


(Risara)—Tá mais calmo agora, Don?


(Don)—E a Bucky, como está? Como que vou olhar pra cara dela de novo?


No quarto de Thoá...


(Thoá)—Não faça essa cara, vai! Veja pelo lado bom, agora você é uma fêmea adulta de verdade!


(Bucky)—Mas eu... Eu... Eu não queria que fosse assim! Eu queria que fosse com alguém especial! Com alguém que eu pudesse compartilhar tudo! E que o clima fosse romântico, e não um... UM ACIDENTE!!!


(Thoá)—Mas vá ter mira boa assim lá longe, hein?


(Bucky)—COMO SE EU TIVESSE FEITO ISSO DE PROPÒSITO !!! E agora, como que eu vou olhar pra cara do Don de novo?


(Thoá)—Pode me xingar de idiota, mas eu acho que ele deve estar fazendo a mesma pergunta... Pelo visto, o concurso de dança... Dançou, não?


(Bucky)—Thoá, sua idiota...


15 minutos depois, Thoá e Risara vão tomar banho juntas, enquanto que na sala, Bucky e Don, cada um numa ponta do sofá, ficam mudos, sem conseguir olhar um pro outro.


No banheiro...


(Thoá)—Eu sabia que ela iria perder a virgindade com o Don naquele banho, mas... Nunca me passou pela minha cabeça que seria daquele jeito! Parece até coisa de desenho animado!


(Risara)—Daqueles bem escrachados.


As duas potrancas riem enquanto se enxáguam.


(Thoá)—Precisamos de uma banheira maior. Por que não pede pra tua tia rica
[J2] ?

(Risara)—Não me fale daquela barranqueira. Pra ela eu não peço nem um maço de capim!


(Thoá)—Quer que eu fale com ela? Ela gosta de você!


(Risara)—Ela quer é que eu seja modelo fotográfica para as roupas yiffta que ela diz ser “de praia”. Claro, não pode mais ser modelo, pois não é mais tão jovem quanto antes... Imagina uma égua velha com aquele tipo de panos!


Na sala...


(Don)—Desculpa.

(Continua...)



 [J1]Termo tabaxi para “supermercado” Literalmente, “casa de comida”

 [J2]Thoá está falando de Hadosa Luzanda, dona da HadosaModa, loja bem conhecida por outra família de Tabax.


Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirá falta dela no Verão.
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[Imagem: CAP.jpg]
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#17
(Continuando...)

(Don)—Desculpa.

(Bucky)—Pelo quê?


(Don)—Você sabe pelo quê. Eu acabei tirando a tua...


(Bucky)—Eu escorreguei, tá? Aquela banheira velha cheia de limo... Eu que devia te pedir desculpas, deve ter machucado o teu...


(Don)—Na verdade, eu fiquei em choque porque a gente encaixou daquele jeito... Eu... Senti ela... Se rompendo.


(Bucky)—Babaca.


(Don)—Mas dá pra reconstituir, não dá? Com uma cirurgia plástica... Fazem muito disso lá na Terra--


(Bucky)—O que já foi, já foi. Doeu pra caralho, mas a dor já passou. Eu... Vou dormir.


E a pequena equina vai para seu quarto. Don, desanimado, vai para o quarto dele. A noite chega, com uma inesperada frente fria.


 

Enquanto isso, na Terra...

Via SMS e e-mails, Jo havia contado todos os podres da gangue Yankees, e tudo o que sabia sobre a iminente aliança deles com Gunther para destruir a Os Mortos. A G5 (Ambam, Natasha, Metranca, Pezão e Vinny) se reunia toda vez que Zan saía para suas “obrigações” a fim de discutir a respeito das informações providas por Jo. Este, por sua vez, raramente saía de casa, a menos que fosse para uma área não controlada por nenhuma das gangues nem por Gunther.


Voltou com boas notícias. No Pub Camarada, onde a Os Mortos conseguiu estender o contrato de uma noite para um ano, Jo e Ambam trocavam informações quentes.


(Jo)—Estive no Bom Retiro. Os irmãos do Zeke me reconheceram na hora.


(Ambam)—Zeke não foi o coreano que morreu disputando liderança com o Moe?


(Jo)—Ele mesmo. As quatro gangues formadas pelos irmãos do Zeke cobrem o bairro inteiro, e mexem com uma área diferente da de vocês. O Gunther ainda não está lá. Eles conhecem alguns bares e casas noturnas, e disseram que estão afim de colaborar, se vocês indicarem lugares para gerenciar lutas de vale-tudo clandestinas na tua área.


(Ambam)—Onde eu me encontro com eles?


O lugar foi um evento clandestino de vale-tudo, gerenciado pelas quatro gangues em conjunto, no Bom Retiro. “Um lugar excelente para o Moe não bisbilhotar”, argumentou Ambam ao acertar o local. Os irmãos de Zeke, auto-apelidados Zico, Zoca, Zeca e Zuca, já haviam entrado em contato com pelo menos 15 estabelecimentos. Ambam não fez por menos, e já tinha o telefone de pelo menos cinco academias de artes marciais que podem fazer “Fight Nights”, alugando o espaço e providenciando alguns desafiantes.


Zuca (Nome verdadeiro: Ahn Rei-Sang) é a única moça do quarteto e comanda a Z-4. Ela também dá o recado e comunica as decisões tomadas em conjunto pelos quatro irmãos. Ela fala em nome dos quatro irmãos, por ser a mais velha deles.


Zico (Nome verdadeiro: Ahn Sok-Jun) é o segundo mais velho, depois da morte de Zeke (Ahn Sek-Kei). Faixa preta de Hapkido, atua como árbitro nas lutas e comanda a Z-1.


Zoca (Nome verdadeiro: Ahn Hyo-Rang) é o terceiro mais velho, e atua na segurança, com no mínimo cinco capangas fortemente armados. Ele gerencia a parte de segurança, como armas, munições, incidentes e é com ele que se fala quando o cliente não tem dinheiro. Comanda a Z-2.


Zeca (Nome verdadeiro: Ahn Hwan-Jae) é o caçula, especialista em finanças e administração de empresas. Ele tinha dado as ideias de reestruturação da gangue para o Zeke e, por isso, sente-se parcialmente culpado pela morte de seu irmão. Todo centavo que entra ou sai das quatro gangues passa por ele. Não à toa, a Z-3 possui um banco informal que gera parte do lucro.


Ambam e Zuca estavam conversando neste exato momento, no camarote VIP do evento.


(Ambam)—Nem parece um torneio clandestino! Super organizado e estruturado!


(Zuca)—Nós cuidamos de toda a infra-estrutura. E também, da segurança. Precisamos de áreas novas, onde a polícia não seja habituada a patrulhar, e estes lugares indicados parecem ser muito bons.


(Ambam)—Comparado a vocês, somos uns amadores! Nossa única van, por exemplo, quebrou na última entrega!


(Zuca)—Dê-nos o modelo do veículo e a localização da oficina, que nós o deixaremos pronto. A propósito, eis os telefones e endereços dos estabelecimentos que se mostraram interessados no portfólio que você nos adiantou. Nós garantiremos que nem Gunther nem a Dark Bull se aproximem.


(Ambam)—Sobre o veículo, a gente está dando um jeito...


(Zuca)—Não precisa ser humilde, Sr. Ambam. Nós consertaremos o teu veículo, e podemos emprestar um dos nossos para vocês fazerem tuas entregas por aqui. Afinal, da tua sede até o Bom Retiro é um tanto longe...


(Ambam)—Bom, já que é assim, tem algo a mais que possamos fazer por você?


(Zuca)—Se conseguir o endereço do Moe, ou da sede de sua gangue, nós podemos dar qualquer coisa para você. O que te interessa?... (Coloca a perna pra fora da mesa) Uma mulher? Uma mulher rica? Um homem forte e maduro como você seria bem vindo na nossa família...


Ambam conhece aquele olhar. É o típico olhar de uma pessoa que faria qualquer coisa pela informação desejada. Agradece aos Céus por estar nessa conversa no lugar do Don. “Ele que fique com a potranquinha dele”, pensou.


Mais meia hora de conversa, e Ambam fez o acordo que aliou a Os Mortos com as quatro “Z-Gangs”. Ele buscaria com Jo o endereço da gangue Yankees, o daria para Zuca, os irmãos de Zeke vingariam seu irmão morto e Ambam ganharia um casamento com uma mulher madura, rica e muito bonita.


Mas Zuca não seria a única a falar com Ambam.


(Zico)—O que minha irmã prometeu caso você nos conseguisse o endereço da gangue que matou nosso irmão?


(Ambam)—Er... Uhm...


(Zico)—Não preciso ouvir nada, só esse desconcerto já deixou bem claro que ela pretende se casar com você. Preste atenção, homem. Ela é uma viúva negra.


(Ambam)—Oi?


(Zico)—Não aceite o que ela te ofereceu. Ela é louca. Ela fica com um homem por um tempo e, quando se cansa dele, simplesmente o mata. Homens mais bonitos e jovens que você, já foram pra vala por causa dela. Ela amava o irmão dela, e apenas ele tem lugar no coração dela. Os outros só servem para serem usados, e descartados quando não são mais necessários. Fica a dica do irmão dela.


(Ambam)—Er... OK.


Passa-se mais meia hora, e outro irmão vem conversar com Ambam


(Zoca)—Cuidado com o Zico. Ele é extremamente ciumento com a irmã dele. Ele me disse, revoltado, que a Zuca quer te colocar na nossa família. Essa história de “Viúva Negra” serve para afastar os pretendentes. Quem mata esses caras não é a Zuca: É o Zico!


(Ambam)—Putz, eu fiquei confuso, agora...


(Zoca)—Se você se tornar parte da nossa família, eu designarei um segurança para tomar conta de você e evitar que o Zico te mate. A pobre da Zuca amava o Zeke, mas está resignada, e gostaria de se casar com alguém que não seja da família. Dê a ela o que ela quer, e ela te dará o que você quiser. Inclusive, proteção.


(Ambam)—C-certo...


Não demorou muito, e o caçula veio dar um aviso para o líder interino da Os Mortos.


(Zeca)—Eu não devia te falar isso, porque nós prezamos pela confiança, e não queremos que desconfie de nós. Jo nos deu ótimas referências de você e de teu pessoal. Você é a chave para nos vingarmos da gangue daquele cara que matou nosso irmão Zeke. Mas...


(Ambam)—“Mas”...?


(Zeca)—Não confie cegamente no Zoca. Ele gosta de passar a impressão de que protegerá determinada pessoa, para vê-la cometer um deslize e mandar despachá-la. Ele sempre põe a culpa no Zico, porque ele é MUITO ciumento, e possui uma paixonite pela própria irmã. A Zuca é uma pervertida, e transa com todos nós, inclusive com o Zeke, que era o preferido dela. O Zico é ciumento, mas o Zoca é possessivo. Ele mata quem se atrever a tocar na Zuca sem ser um dos outros irmãos, e de um modo que faz o Zico pensar que foi a Zuca. Não vacile perto do Zoca. E, se você aceitar a proposta da Zuca, é exatamente isso que vai acontecer. Uma bebida mais forte, um sono mais pesado, e ZÁS! Tua carcaça nunca mais é vista. Do resto, pode confiar.


(Ambam)—T... T-tá...


O evento acabou, e as estruturas estavam sendo desmontadas, quando Zuca foi ter com Ambam de novo.


(Zuca)—Meus irmãos vieram colocar minhocas na tua cabeça, não foi?


(Ambam)—Er... Mais ou menos...


(Zuca)—O Zeca é superprotetor para comigo. Ele inventa as coisas mais mirabolantes para afastar candidatos a marido. Aposto que ele falou que eu transo com todos eles, e que os outros são ciumentos e podem te matar. Bom, eles podem, mas não podem. Seria um ultraje à nossa família se um membro dela fosse morto por outro membro.


A coreana se aproxima do negão com olhos fatais.


(Continua...)


Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirá falta dela no Verão.
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#18
(Continuando...)

A coreana se aproxima do negão com olhos fatais.

(Zuca)—O único problema é: Apenas um de nós quatro está falando a verdade. Se você descobrir quem é, você terá a vaga na nossa família, e terá acesso a coisas que nunca imaginou na vida. Mas, se você falhar... Não posso me responsabilizar por alguma coisa que vier a ocorrer a você. Não tenha pressa.


Um beijo no rosto é o fim da mensagem, e Ambam assiste, atordoado, Zuca indo embora, gingando seus quadris. Em sua mão, a lista de 15 estabelecimentos noturnos, com todos os dados necessários para negociação. Ambam coloca o precioso papel em sua pochete de perna, e entra em seu Fiat Uno preto, a caminho de sua casa. Essa lista é preciosa demais para Zan tomar conhecimento, e pode colocar as contas da Os Mortos de volta no azul.


Não passam três dias, e a van está entregue, totalmente reformada, repintada e pronta para mais batalhas. Ao longo das semanas que se passam, membros das Z-Gangs, disfarçados de mecânicos, empresários, faxineiros, entre outras funções, examinam a sede e organizam reformas que não são feitas desde que Gunther ainda era o mandachuva.


(Natasha)—É impressão minha, ou o “Quarteto Z” agora tá dando as cartas na Os Mortos?


(Ambam)—Ei, estamos no azul de novo, não estamos? Bastou o Don sair para as coisas entrarem nos eixos. E antes eles que o Gunther. Metranca, Pezão, algum comentário do Zan, ou do Pet... Digo, do Pedrinho?


(Pezão)—O abestado não falou mais nada desde quando o Don foi simbora pra terra dos povo-bicho.


(Metranca)—... Mas ele tá desconfiado de algo. Pessoal da gangue tá falando pro Zan que a gente anda se reunindo na ausência dele, mesmo que eles não tenham ouvido nada.


(Ambam)—E o Don, Vinny? Você ficou de nos mandar notícias dele.


(Vinny)—Recebi uma carta no idioma deles, da irmã do Don. Tive que procurar um ooza para lê-la pra mim. Foi escrita pela tal de Thoá, e de acordo com ela, o cara estreou a Bucky na banheira da casa dela.


(Metranca)—“Estreou”, como assim?


Vinny faz um gesto indicativo relacionado com sexo.


(Natasha)—Coitada... Deve ter sofrido! O negócio do Don é bem grande!


Todos olham estranhados para Natasha.


(Natasha)—Que foi?


(Vinny)—Como você sabe o tamanho do... “Negócio” do Don?


(Natasha)—Ah, foi um rolo que a gente teve, logo depois de ele ter descoberto que a Tomoko tava chifrando ele com o Gunther...


(Ambam)—E foi daí que ele desafiou o Gunther!


(Pezão)—E foi por isso que, quando o Gunther foi expulso depois de ter perdido, a japonesa saiu também!


(Metranca)—Yééé... Aposto que ela tá junto com ele, arquitetando essa aliança com a gangue do Moe. Ao contrário da Kate, que só tem grana, a Tomoko conhece muita gente graúda. E gente da pesada!


(Ambam)—Vinny, você tem o endereço da casa daquela potra, não tem? Mande um relatório para o Don. E, eu vou mandar uma carta confidencial, pedindo a ele uma opinião sobre... Um teste.


 

Gunther

Boate La Macchina, na madrugada daquele mesmo dia. A boate em questão tem um contrato de dois anos com a gangue Yankees. Um contrato que estaria prestes a se romper.


(Moe)—Não foi isso que combinamos, Gunther! Você nos prometeu que iria apenas tomar a área da Os Mortos, sem interferir na nossa área!


Um tipo musculoso, calvo, de barba loira e faiscantes olhos azuis, uma fala carregada com um forte sotaque alemão, vestido com roupas de motoqueiro estilo Abutres Moto Clube, algumas cicatrizes decorando o corpo e o rosto. Seu nome é Wulfrid Bergenthal Vogelmann, mas é conhecido no underground por Gunther. Nascido em Wolfsburg, vindo ao Brasil ainda criança para morar com os tios em Blumenau, ainda jovem conheceu São Paulo e “se perdeu” no meio da selva de concreto, como ele mesmo diz.


Agarrada em seu braço, uma corpulenta sansei de olhos amendoados e longos cabelos lisos, usando um típico conjuntinho de jaqueta e shorts coloridos usados pelas marias-capacete. Adriana Saito Furuzawa, mais conhecida como Tomoko.


(Gunther)—As regras mudaram, Moe. Preciso cercar a área da Os Mortos, e a La Macchina faz parte do cerco. Se quiser, posso te colocar como meu franqueado, de forma que você não perca dinheiro.


(Moe)—Eu? Teu empregado? Cara, quando você era meu rival, você não era tão cara-de-pau assim.


(Gunther)—Mas agora, somos aliados. E temos um inimigo em comum. E, para destruir esse inimigo, alguns sacrifícios terão que ser feitos. Ora, vamos, o que é a La Macchina perto de metade da atual clientela da Os Mortos?


(Moe)—Ouvi falar que você tá rapelando toda a clientela deles. Até a NON você puxou pra tua brasa.


(Tomoko)—Credo, querido, você negociou com aquele bordel infantil?


(Gunther)—Como eu disse antes, VALE TUDO. E, como sou representante oficial da Dark Bull em São Paulo, tenho um portfólio matador por um preço que eles não podem acompanhar. Nem eles, nem vocês, Moe. Podemos fatiar esta cidade em pontos que nos interessem, e vocês vão ganhar muito mais do que estão ganhando agora. Aí é você que decide...


(Moe)—Como assim, “eu que decido”?


(Gunther)—Ou você me passa a La Macchina agora, e faz parte do meu esquema... Ou eu posso te tomar a La Macchina depois, e te deixar de mãos abanando.


(Moe)—Tsc... Tá, você venceu. Afinal, eu não quero que a Yankees acabe como vai acabar a Os Mortos.


(Gunther)—Sábia decisão, colega. Então, chame o Rossi pra rescindir o contrato, para assim ele assinar o contrato comigo. Zan!


(Zan)—Senhor?


(Gunther)—Onde você disse mesmo que Don está?


(Zan)—Tabax. Localização imprecisa. Está... Participando de campeonatos de dança ao lado da Bucky.


(Gunther)—Quem está no comando da Os Mortos no momento, então?


(Zan)—Ambam tem a maior parte dos encargos, mas Natasha e Metranca estão assumindo algumas funções importantes.


(Gunther)—Ambam... Aquele tição ainda tá vivo, é?


(Zan)—Ele fez um acordo com quatro gangues do Bom Retiro, embora os detalhes não sejam claros.


(Moe)—Peraê... Você disse, “Bom Retiro”?


(Zan)—Sim. Bom Retiro.


(Moe)—Os irmãos do Zeke...


(Gunther)—Zeke? Aquele chinesinho que morreu lá na corrida do shopping abandonado?


(Moe)—Coreano. Sim, aquele mesmo.Eles fundaram suas gangues sob as propostas de reestruturação da Yankees, feitas pelo Zeke. Aquele filho da puta estava certo, afinal de contas. São as “Z-Gangs”, Z-1, Z-2, Z-3 e Z-4.


(Gunther)—Eu lembro disso. Eu teria chamado o Zeke para apresentar as propostas dele, se ele tivesse sobrevivido àquela corrida. Há alguma gangue inimiga dos Zês no Bom Retiro?


(Moe)—Nenhuma. Os Zês dominam toda a região.


(Gunther)—Tenho uma ideia. Zan, você e o Pedrinho vão mandar duas mensagens diferentes. Você diz aos Maritchacas que os Zês do Bom Retiro se aliaram com os Bigodes.


(Zan)—E o Pedrinho dirá aos Bigodes que os Zês do Bom Retiro se aliaram com os Maritchacas. Entendi a jogada.


(Gunther)—Até os Bigodes e os Maritchacas perceberem que foram manipulados, aquelas gangues do Bom Retiro terão sido pulverizadas. Falem que foram “fontes quentes” que informaram a vocês, aqueles latinos burros vão ficar o resto da vida procurando tais fontes.


(Moe)—Você é um demônio, Gunther.


(Gunther)—Melhor você ficar na mão do demônio do que no caminho dele.


(Tomoko)—Querido, estou indo pra casa. Não quero ser deserdada pelo meu pai por desvios de conduta, você sabe.


(Gunther)—Vá então.


E, sem se despedir dos outros, Tomoko entrou em seu carro e foi embora. Mas, no meio do caminho, uma ligação.


(Tomoko)—Me ligue com o Ambam.


Na casa de Ambam...


(Ambam)—(Uaaah...) Pronto.


(Tomoko)—Acho que você não esperava me ouvir depois desse tempo todo.


(Continua...)


Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirá falta dela no Verão.
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#19
(Continuando...)

(Tomoko)—Acho que você não esperava me ouvir depois desse tempo todo.

(Ambam)—Pensei que você tinha ficado com o Gunther.


(Tomoko)—Certas besteiras ficarão marcadas para sempre na cabeça. Mas não é disso que eu vim tratar. Gunther está prestes a mandar mensagens falsas para os Bigodes e os Maritchacas, para que ambos ataquem as gangues do Bom Retiro. O Zan vai portar a mensagem para os Maritchacas, e um tal de Pedrinho mandará a mensagem para os Bigodes.


(Ambam)—Vou averiguar isso, mandarei o Pezão seguir o Zan e detê-lo o quanto antes. Mas, por que você ligou para dar essa mensagem? Sabia que você está traindo o homem que escolheu?


(Tomoko)—Você sabe da minha história. Fui forçada à prostituição com 10 anos de idade. Eu odeio pedófilos mais do que tudo nessa vida! Depois que o Gunther me disse que fez um contrato com a... Com a...


(Ambam)—Com a NON. Não é?


(Tomoko)—Isso... Com aquela casa de prostituição infantil disfarçada de casa noturna... Aquilo foi o meu limite. Eu ajudei ele em tudo. Eu consegui a representação exclusiva da Dark Bull em São Paulo pra ele, tirando das mãos do meu primo! E ele sempre abusando da minha boa vontade. Ele havia me dito que não cometeria os mesmos erros do tempo da Os Mortos. Mas o contrato com... Aquele lugarzinho... Me mostrou exatamente o contrário. E não foi só aquilo não, mas aquilo foi a gota. Se o Don não estivesse naquela terra do povo-bicho...


(Ambam)—Ih... Nem adianta. O cara não quer te ver nem banhada a ouro! O bicho falta soltar fumaça pelas orelhas quando alguém deixa escapar teu nome...


(Tomoko)—Tenho que ir, o Gunther tem o GPS do meu carro, e vai estranhar. Outra hora, a gente se fala.


(Ambam)—Não precisa ter pressa.


(Tomoko)—Grosso como sempre, né?


(Ambam)—Não. Apenas na mesma medida, como sempre. Tchau.


Tão logo Ambam desligou de Tomoko, ligou para Metranca e Natasha, colocando-os a par da situação. Natasha convenceu Ambam a não mandar o Pezão atrás de Zan. O motivo é simples: Ela tem uns contatos nos Maritchacas, que lha devem uma. Ela tratou de mandar um SMS para Pablito, receptador de informações sobre os Bigodes, que encaminhou diretamente para Juan, o chefe dos Maritchacas.


(Juan)—Entonces, uno informante virá para acá e dirá que los Bigodes se aliaron a los coreanos del Bom Retiro?


(Pablito)—Es lo que diz una chica de Los Muertos, a quienes los coreanos están associados. No hay vínculo con los Bigodes.


(Juan)—Essa chicaÉ confiable?


(Pablito)—Muy, muy confiable. Virá un chino.


(Juan)—Entonces, chame Chihuahua e Carlitos.


No dia seguinte, Zan apareceu, dando uma informação vinda de “fontes quentes”, dizendo que os Bigodes haviam se aliado aos coreanos do Bom Retiro. Juan desmentiu na cara dura, e tratou de ordenar a Chihuahua e Carlitos uma boa sova no fofoqueiro. No cair da noite, a “nova cara” de Zan era motivo de estranhamento na Os Mortos, e ele teve que improvisar.


(Zan)—Fui pego de surpresa pelos Yankees.


Natasha, Ambam e Metranca sabiam da verdade, mas eles não queriam desmascarar o cara ainda. Estavam dando ainda mais corda para Zan se enforcar.


 

Bucky e Don: A Hora da Verdade

Em Tabax, Don já tinha recebido a carta com a estranha mensagem de Ambam.


(Don)—Esses coreanos são malucos!


Bucky
pegou a carta de Don e leu o que Ambam havia escrito.

(Don)—O pior é que eu nem sei o que responder pra ele.


(Bucky)—Quem que dá a palavra final entre os quatro irmãos?


(Don)—A irmã mais velha.


(Bucky)—Esses beiha primam muito pela honra, não é? Eles cumprem suas palavras, não é assim?


(Don)—Sim, mas...


(Bucky)—Se a palavra deles é lei entre eles próprios, e se é a irmã mais velha quem dá a palavra final, então é simples: O que ela fala é o que vale, é ela quem diz a verdade!


(Don)—Mas Bucky, eles podem estar armando pra ele!


(Bucky)—Eu confiei em você quando te permiti me levar para tua casa lá em São Paulo. Confie em mim. Se algo der errado, eu assumo a responsabilidade.


(Thoá)--<Vai por ela, suywan! Ela é baixinha, invocada, chata, mandona, às vezes insuportável, mas ela sabe o que fala.>


(Risara)—Para o remetente ainda hoje, a carta mandada pode ser.


Suspirando, como se tivesse jogando a vida do seu amigo na roleta russa, Don escreve a carta explicando que é a Zuca quem diz a verdade, coloca no envelope, assina destinatário e remetente, e dá o envelope para Risara colocar ainda no mesmo dia no Muttatrum.
[J1] 

Mal Risara sumiu de vista e Thoá foi tomar um banho, Bucky segura as mãos de Don.


(Bucky)—Obrigada... Por confiar em mim.


(Don)—Agradeça quando Ambam estiver casado com uma coreana. Precisamos continuar treinando. Ficamos em quinto e não ganhamos nada no torneio de Ushe porque você ficou toda alterada depois... Daquilo.


Um tapa no braço é a primeira resposta de Bucky.


(Bucky)—Vamos tentar com aquela batidinha antes do bolero.


(Don)—A Tiahuanaco Euro?


(Bucky)—Essa mesmo!





Não demorou muito, os dois estavam treinando a coreografia que tinha sido cancelada. O entrosamento era maior (Até porque Thoá e Risara não estavam olhando), e os dois se sentiam bem mais à vontade um com o outro, mas era evidente que milhares de dúvidas pairavam feito nuvens nas cabeças de ambos.


Foi quando Don deu um passo em falso, escorregou e caiu de costas no chão. Com Bucky caindo sobre ele.


Suas respirações se misturavam, um sentindo o hálito do outro. Bucky estava ofegante, mas não era de cansaço. Era de algo que queria sair de dentro dela. Era de algo que estava entalado em seu longo pescoço equino sem poder sair por vergonha. A respiração de Don também estava acelerada. Os dois estavam se comunicando sem usar palavras.


A pônei sentou-se sobre os quadris do humano, e viu os pêlos dos braços de Don arrepiarem-se.


(Bucky)—Don...


(Don)—Bucky...


(Bucky)—Eu sei, tá? E eu sei que você sabe, também... Você me provou que nem todos os machos são iguais. Ouvi muitas histórias. Ouvi uma de Napigai
[J2] . Outra de Kaval Gai[J3] . Outra de Schwarzak[J4] . Outra de Hazradurak[J5] . Até mesmo no teu mundo![J6] 

(Don)—Eu...


(Bucky)—Eu também quero ser uma dessas histórias. Eu sou uma Heïn, você é um Suywan, não temos nada parecido, mas...


(Don)—... Mas temos tanto em comum...


O humano tenta se levantar, ficando sentado com as pernas esticadas. Bucky, ainda sentada sobre ele, pega as mãos de Don, e as aperta contra seu busto.


(Bucky)—Preciso... De você. Fique aqui. Comigo.


Don sente que ela está trêmula. Talvez, ela estivesse temendo uma rejeição. Desde quando era namorado da Tomoko, Don não sentia o peito querendo explodir.


O abraço, espontâneo e apertado, surpreende Bucky, que chora de felicidade sobre o ombro esquerdo de Don.


(Don)—Se você precisa de mim... Então, eu fico com você.


(Bucky)—Eu preciso... Não só de um parceiro de dança... Mas de um amigo... De um irmão... E principalmente, de um macho!


Violentamente, Bucky se despe e rasga as roupas de Don. O amor súbito no chão frio do andar superior da casa só é acompanhado por uma presença silenciosa de uma Heïn mais do que satisfeita.


(Thoá)—(
Mal posso esperar pra mostrar isto pra Risara!...)

(Continua...)



 [J1]“Posto dos Correios”. Literalmente, “Casa das Cartas”.

 [J2]Bucky se refere a casais de humanos com equinas. O caso de Napigai se refere a Manuara e Roger (Um Macaco chamado Mah Caco)

 [J3]Se refere a Yago e Menara (Taolorazuna).

 [J4]Se refere a Hisarto e Francisca (Uma Nova Chance).

 [J5]Se refere a Marcus Sadol e Marina (Haras Hostel).

 [J6]Se refere a Teodoro e Epona (Não Estranhe!)


Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirá falta dela no Verão.
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[Imagem: CAP.jpg]
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#20
(Continuando...)

(Thoá)—(Mal posso esperar pra mostrar isto pra Risara!...)

Uma hora e meia depois, Bucky desce para o banheiro, sendo surpreendida por Thoá

(Bucky)—O banheiro tá limpo?

(Thoá)—Mais do que a sala de dança, com certeza! A propósito, por que você está enrolada em uma toalha? Você só se despe no banheiro!

(Bucky)—Er... Hum...

(Thoá)—Não precisa inventar estorinha não, tá? Titia Thoá viu tu-di-nho, pela fresta da porta!

(Bucky)—O QUÊ?!?

Nisso, entra Risara.

(Risara)—“O quê” o quê?

(Thoá)—Tá confirmado: Bucky, finalmente, fez do Don-Don o macho dela! Lá na sala de dança!

(Bucky)—THOÁÁÁÁÁÁ!!!

(Risara)—Era previsível.

(Bucky)—Tá, OK, eu e o Don finalmente nos “entrosamos”, mas isso tem a ver com uma melhor interação na dança de duplas. Creio que agora, nós vamos pegar o primeiro lugar em Florianópolis, e...

Os ouvidos sensíveis de Bucky captam sua própria voz em gemidos altos, enquanto Thoá ria e Risara ficava admirada com a “performance”, que tinha sido gravada por Thoá pela câmera do smartphone.

(Bucky)—THOÁ, EU NÃO ACREDITO!!!

(Thoá)—Viu só como o puyuu dele é grandão? Nem sei como ela aguentou!

(Risara)—Pelo Santo Elo, coube tudo! E ela era virgem até um tempo atrás!

Bucky tenta tomar o smartphone das mãos de Risara, que se esquiva magistralmente, mas acaba dando brecha para Don tomar-lhe o aparelho. O humano, rapidamente, tratou de apagar o arquivo.

(Don)—Vocês duas parecem duas crianças. Em especial você, Thoá.

(Thoá)—Você é chato, Don-Don!

(Don)—Sou mesmo. Respeitem a nossa privacidade.

O smartphone é devolvido á égua branca, que ainda fazia aquele bicão. Don e Bucky vão tomar um banho.

(Thoá)—Eles estão no banho?

(Risara)—Estão.

(Thoá)—Então vem pro meu quarto, porque eu salvei o arquivo no meu ordenador.[J1] 

(Risara)—Você é uma capeta, Thoá!

(Thoá)—Sou mesmo.

E enquanto Bucky e Don tomavam banho, já com uma maior intimidade, Risara continuava admirada com a “performance” de Bucky, desta vez em Full HD num monitor de 40 polegadas.

(Thoá)—Ai, ai... Agora que a Bucky pegou primeiro, nem adianta eu querer tirar uma casquinha... Fui besta, devia ter chegado com mais... Er... Como é aquela coisa que um faz que o outro gosta?

(Risara)—“Pegada”. Mas nem adianta me perguntar o que é, eu não entendo nada dessas coisas de suywan. Vai, salva isso aí na pasta oculta antes que eles descubram.
 
A Primeira Vitória a Gente Nunca Esquece.

A passagem foi cara até Florianópolis, até porque o único Autam-Dea que levava para lá ficava em Zomaron, e os lagomorfos já tinham conhecimento das belas praias de Santa Catarina, e superfaturavam o preço da passagem. Fora a passagem de Rippata para Zomaron. Perder não era uma opção!

Em Florianópolis, também, outra vista desagradável. Para ambos, Don e Bucky.

(Don)—Ora... O diabo resolveu tirar férias do Inferno, é? E trouxe sua pombagira favorita com ele, ainda...

(Gunther)—Ao contrário de você, que perde tempo fodendo éguas barranqueiras, eu estou expandindo meus negócios. Já estou no Rio e em Curitiba, e em breve, estarei dominando aqui e Porto Alegre.

(Tomoko)—Fracassado como sempre, né, Don?

(Don)—Ao menos, eu não tenho minha vida nas mãos de ninguém.

(Bucky)—E aí, má perdedora, veio perder de novo, é?

(Kate)—Não para você, suponho. Rumores disseram que você está dançando em par, agora. “Belo par”, esse aí, hein? ‘Tinha coisa melhor não?

(Bucky)—Este aqui (Agarra o braço de Don) é muito melhor do que qualquer tranqueira que você vai conseguir pegar! Isto é, SE conseguir, né, porque uma tribufu como você...

Thoá e Risara tentam, mas não conseguem, esconder o riso. Kate ia avançar, quando Gunther levanta o braço, impedindo o intento.

(Gunther)—Vamos ver o que esse casalzinho é capaz de fazer...

E o ex-líder da Os Mortos se retira, com Tomoko agarrada em seu braço direito e Kate indo pela esquerda.

(Risara)—Agora, mais do que nunca... Perder não é uma opção!

Meia hora depois, as inscrições são confirmadas. Don e Bucky olham a lista de concorrentes, e para seu alívio não viram nem Kate, nem Gunther. Passa-se mais uma hora, já anoitecendo, e a Whiskeria do Leão (O proprietário é mesmo um leão, ooza de Schwarzak, que aproveitou sua aparência física para fazer alusão ao mascote do Avaí FC) já estava lotada. Primeira competição, individual masculina. O vencedor acabou sendo um argentino que dançou a Hey! Pachuco, do filme O Máskara. Segunda competição, individual feminina. Kate, dançando Daddy Cool do grupo Boney M, ganhou por décimos de pontos de uma dançarina catarinense que tinha feito estágio na escola de balé Bolshoi. O fator decisivo foi que a catarinense usou a mesma música e a mesma coreografia com as quais ela tinha ganhado o mesmo torneio no ano passado, contando pontos negativos.

(Bucky)—Não te disse, Don, que é necessário a gente variar sempre? Para minha sorte, os suywan são muito musicais, e tema pra dançar é o que não falta. Mas eu ainda acho que vão rir da gente com essa música que só fala de fruta...

(Don)—O truque é mostrar o inesperado pros jurados. Eles jamais esperariam esta música! Você tá afinada, né?

(Bucky)—Pare de perguntar o óbvio, Don! Eu quero saber se você tá afiado! A gente treinou pouco esta!

A voz do anunciante se fez presente, anunciando os casais, um por um, e cada um dançando suas músicas. Don e Bucky seriam os penúltimos. Assim que foram chamados, tomaram suas posições, e o DJ tocou o Forró da Fruta.





Don tratou Bucky como uma boneca de pano na coreografia, deixando-a um pouco tonta no fim  da apresentação.

Doze minutos depois, o apresentador anunciava:

(Apresentador)—E, em primeiríssimo lugar, com um total de 95,60 pontos... O casal P/G...

(Bucky)—Pfft, perdemos!

(Don)—Quem será esse casal...? PERAÍ...

(Apresentador)—...Bucky e Don-Don!

Surpresos, embasbacados, demora um pouco pra cair a ficha, até as mãos eufóricas de Thoá os empurrarem.

(Thoá)—Vão lá, seus campeões!!!

Recebendo um trofeu, e um vultoso prêmio em dinheiro, Bucky e Don são efusivamente aplaudidos pela multidão que estava lá.
Bucky limpa as lágrimas que teimam em cair de seus olhos, enquanto que Don nem sabe o que falar, apenas aperta forte a mão esquerda de Bucky, temendo que isso não passasse de um sonho. Passado o susto, a euforia, e tudo o mais, no quarto do hotel, Bucky reclama.

(Bucky)—Nunca mais, eu deixo a Thoá nos inscrever! “Casal P/G”?

(Don)—“Don-Don”?!?

(Thoá)—Tão bravinhos, é? Dão uma furunfada que passa!

(Continua...)


 [J1]Como os ooza – e os espanhóis – chamam o computador.


Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirá falta dela no Verão.
[Imagem: writer__s_stamp_by_themasterneko-d3d718g.gif][Imagem: brony__stamp_by_blizzykai-d3kvtne.png][Imagem: monster_musume_cerea_stamp_by_venasari-d97gxns.png][Imagem: Gurren_Lagann_Stamp_by_BLUE_F0X.gif][Imagem: my_rosario_vampire_inner_moka_stamp_by_a...6ki62a.png]
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