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Fur And Skin 02 - Otto & Kim
#1
Fur And Skin – Otto & Kim
 
 
Seja bem vindo a Forte Leon! Uma cidade surgida de uma fortificação muito antiga, da qual resta um fragmento de sua muralha, tombado pelo Patrimônio Nacional. Do outro lado da muralha, há uma montanha. Atrás dessa montanha, não há nada além de um descampado.
 
Porém, a cidade precisa crescer. E o prefeito determinou que a montanha fosse dinamitada para dar passagem. Mas há os que são contra.
 
--Otto Vonreischzeen, agenciador de excursões. Líder de uma banda de rock, Os Cães Vadios. Seus amigos fazem coro com ele. Geel Sonn, Abe Lardho, Ijos Seff e “Tamtam” (Tamil Tamoi). Este último está preocupado com sua irmã, Zofia, que disse ter visto alienígenas sobre a montanha. Mas Otto e sua turma não são os únicos que lutam contra a dinamitação da velha montanha.
 
--Kimberly “Kim” Honshi. Filha do velho capitão aposentado Sho Honshi, este a favor da dinamitação. Sho nem se espanta: “Minha filha sempre foi do contra”, diz. Kim possui duas irmãs. A mais velha é a detetive Alexandra “Allie” Honshi, e a mais nova é a estudante Yukio Valore Honshi. Kim faz ginástica rítmica, e é amiga da melhor ginasta de Forte Leon, Morgana Serpenti. Também possui um fã apaixonado, Marco Ryudan, sobrinho da instrutora de ginástica, Christina (Tina) Hadji.
 
Mas há uma coisa estranha a respeito desta cidade:
 
Conforme a bússola indica, a montanha está a Oeste da cidade, para Otto. Mas, para Kim, a montanha está a Leste da cidade. E não há nada do outro lado da montanha.
 
A montanha não é tão pequena. Contorná-la não é uma opção para ampliar a cidade.
 
Com Otto e Kim mobilizando cada vez mais gente contra a dinamitação da montanha, o prefeito resolve apenas escavar um túnel, de forma que se possa transitar veículos. Isso manterá a montanha em pé e ao mesmo tempo abrirá caminho para fora.
 
Com a população consentindo, as obras foram começadas. Foram feitos todos os esforços para escavar o túnel, usando dinamitações controladas. Um nevoeiro estranho começou a surgir e obliterar a visão dos trabalhadores, que chegaram a paralisar seus serviços mas, vendo que o nevoeiro não sairia de lá tão cedo, resolveram continuar, embora com cuidado redobrado. A certa altura do caminho, as surpresas começaram:
 
(Operário)—Olha lá!
 
(Mestre-de-obras)—Deve ser a outra equipe que começou a trabalhar do outro lado.
 
Conforme as obras foram avançando, o nevoeiro começava a se dissipar, e as figuras do outro lado começavam a ser mais nítidas. Os mestres-de-obras começaram a avançar, um rumo ao outro, e tomaram um susto ao se encararem:
 
(Mestre 1)—Ei, o que houve com a tua cara?
 
(Mestre 2)—Bela piada... Eu iria falar o mesmo de você, tá parecendo um urso!
 
(Mestre 1)—Não, peraí! Minha cara sempre foi essa, companheiro! Eu que tô estranhando essa tua cara sem pêlos!
 
As duas equipes de trabalho se aproximaram, aos poucos, e se estranharam: Os operários do lado de Otto estranhavam aquelas pessoas com narinas delicadas e sem pêlos, exceto na cabeça, todas pertencentes a uma só espécie. Os operários do lado de Kim pareciam ver à sua frente algo como animais antropomorfos.
 
(Mestre 1)—De onde vocês são, hein?
 
(Mestre 2)—Ora, que pergunta idiota... Nós somos de Forte Leon!
 
(Mestre 1)—Não mesmo! NÓS somos de Forte Leon, e nunca vi tipos como vocês!  
 
(Mestre 2)—Cumé?
 
Foi no meio desse converse todo que ambas as equipes descobriram que haviam DUAS Forte Leon, e que o nevoeiro entre eles era, na verdade, uma passagem interdimensional. Foram chamados os prefeitos, cientistas e demais autoridades das duas cidades. O fenômeno era inexplicável, mas ambas as cidades optaram pela discrição, sabendo dos perigos de um possível alarde sobre as dimensões. Como cada sociedade provou ser amistosa a outra, o serviço foi terminado, em semanas.
 
Agora, havia todo um mundo a explorar, fosse de um lado, fosse de outro.
 
(Otto)—Incrível!... Passou por cima da montanha, só descampado. Passou por dentro, um portal para outro mundo e uma cidade igual à nossa! Ah, eu quero ver essa nova Forte Leon. Quem vem comigo?
 
(Geel)—Fazer o quê, lá?
 
(Abe)—Tudo o que há lá, há cá...
 
(Ijos)—Vai que eu encontro um outro “eu”...
 
(Tamtam)—Hummm... (Olha a cara dos três) Vou pela maioria...
 
(Otto)—Bando de maricas! Vou lá sozinho então, seus covardes!
 
Otto planejou ir numa sexta-feira. Ao que parece, a “outra” Forte Leon possui os mesmos prédios, colocados nos mesmos lugares.
 
(Otto)—Se lá é como cá, então é hoje que treinam as meninas da Ginástica Rítmica!
 
O cachorro pega uma bicicleta vermelha e pedala rumo ao seu destino.
 
(Otto)—Song’ka,[.1]  Otto!
 
E lá foi Otto, pela ciclovia do túnel, em direção ao Quan Pan[.2]  Fort Leon. Quando Otto chegou lá, trancou a magrela e notou uma sutil diferença. A arquitetura era a mesma, mas o nome do ginásio era “Ginásio Poliesportivo Sete de Setembro”.
 
(Otto)—Sete de Setembro?
 
Mas, como Otto não presta muita atenção em detalhes, entrou. A quadra havia recebido um enorme tablado pata a prática de ginástica rítmica. Otto de encantava ao ver seres tão feéricos, delicados e alienígenas quanto aquelas suywan[.3]  com pêlos apenas na cabeça, vestidas em trajes colantes e coloridos.
 
Os olhos do canino acompanhavam cada movimento, acrobacia e, principalmente, cada abertura de pernas. Uma delas durou cinco minutos, como se fosse um alongamento bizarro. A perna esquerda esticada pra cima, por trás, segura por um aro, seguro pelos braços. Otto ficou espantado com a flexibilidade dela.
 
Da fatal. Da sedutora. Da tigresa.
 
Morgana Serpenti.
 
Pele muito clara, olhos negros cabelos também negros em rabo-de-cavalo, unhas cor-de-vinho, leotard azul beirando os limites do decente. Otto babava ante tal visão.
 
(Otto)—Nossa...
 
Morgana nota um ser estranho olhando-a com cara de predador pervertido. Olhar esse que Morgana conhece muito bem, e que aprecia. Minutos depois, joga o aro no chão.
 
(Morgana)—Ora... Um visitante do “Outro lado”... Do que vocês costumam se chamar? Lobisomens? Licantropos?
 
(Otto)—Ooza[.4]  está de bom tamanho. Nossa, gostei da tua... Er... Performance. Muito yiffy[.5] .  
 
(Morgana)—Creio que isso deva ter sido um elogio...
 
As meninas da Ginástica Rítmica, sentadas em uma das traves, riem e cochicham. Otto olha para elas, e nota outra Humana, praticando com a fita. Atrás de Morgana. Seu olhar fica fixo, e Morgana percebe o desvio da atenção. Nota que Otto está olhando para sua amiga de infância.
 
Para Kimberly Honshi.
 
(Otto)—Pelo... Grande[.6] ...
 
Morgana sacode o focinho de Otto. Mesmo assim, Otto fica com um olho em Morgana e outro em Kimberly.
 
(Otto)—Er... Você é muito simpática, alegre, gos... Bonita... Mas, quem é aquela fada dançando com a fita?
 
Morgana olha pra trás e conclui que Otto está falando de Kim.
 
(Morgana)—É minha amiga de infância. O nome dela é Kimberly. Mas não nos apresentamos ainda, lobinho! Meu nome é Morgana, e o teu?
 
(Otto)—Eu sou Otto Vonreischzeen. E meu ooza é[.7]  cachorro, não lobo.
 
(Morgana)—Ela é linda, não é?
 
(Otto)—Ô!...
 
Apesar da descendência japonesa, Kimberly tem longos cabelos loiros e olhos azuis, herdados de sua finada mãe, a francesa Isabelle Valore. De oriental, mesmo, apenas o tom de pele, muito branco, e o comportamento.
 
(Morgana)—Se eu fosse lésbica, eu ficava com ela. Ela é muito linda, mas só curte rapazes.
 
As orelhas de Otto se voltam para trás, numa atitude de estranheza.
 
(Morgana)—Que foi?
 
(Otto)—tem certeza de que você... Não e lésbica?
 
(Morgana)—Olha que pergunta!
 
Morgana ri, junto com as outras.
 
(Morgana)—Digamos que... Eu atuo nas duas frentes.

(Continua...)


 [.1]“Song’ka!” (Sonh-Ka) é uma expressão de chamada, tipo “Vamos!”

 [.2]Quan Pan (sic) é o nome tabaxi para “ginásio esportivo”. Literalmente: “Arena de Treino”

 [.3]Como os tabaxi chamam os Humanos. Como eles não têm uma palavra própria para a raça, chamam os Humanos de “símios estranhos”.

 [.4]Ooza (Ú-Za), literalmente “Vida Pensante”, é como os tabaxi chamam a si mesmos.

 [.5]Yiffy (If-Fi) é um termo tabaxi que significa algo sexy.

 [.6]Os tabaxi não têm um nome para sua divindade, chamam–na apenas de “O Grande”

 [.7]“Que ooza é você?” ou “Qual é o teu ooza?” são maneiras de se perguntar a raça de um ooza.


Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirá falta dela no Verão.
[Imagem: writer__s_stamp_by_themasterneko-d3d718g.gif][Imagem: brony__stamp_by_blizzykai-d3kvtne.png][Imagem: monster_musume_cerea_stamp_by_venasari-d97gxns.png][Imagem: Gurren_Lagann_Stamp_by_BLUE_F0X.gif][Imagem: my_rosario_vampire_inner_moka_stamp_by_a...6ki62a.png]
[Imagem: CAP.jpg]
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#2
(Continuando...)

(Morgana)—Digamos que... Eu atuo nas duas frentes.
 
A ginasta olha para Kim e solta um suspiro de pesar.
 
(Morgana)—Ultimamente ela anda triste, sozinha... Tadinha... Quer que eu fale de você pra ela? Ela costuma ir bastante pelo que eu digo...
 
(Otto)—Mas ela te ouve mesmo? Quer dizer, ela aceita o que você fala pra ela?
 
(Morgana)—Lógico! Não é, meninas?
 
(Meninas)—Ééééé!...
 
(Otto)—Pelo visto você é muito tar... Influente. Mas não posso negar que aquela gracinha me interessou. Vai falar com ela, mesmo?
 
(Morgana)—Claro!
 
A ginasta de cabelos negros vai até sua bolsa e de lá tira um cartão. Dá o cartão a Otto.
 
(Morgana)—Apareça neste local às nove da noite. Eu vou te falar... Um pouco mais sobre ela.
 
(Otto)—Não seria muito tarde, não?
 
Otto vê o seu relógio. Morgana gargalha do relógio de Otto: Só dez números, e seus ponteiros correm em sentido levógiro (sentido oposto aos relógios da Terra).
 
(Morgana)—Não, não, não, Otto! Nove horas do meu relógio!
 
Otto recebe um relógio digital das mãos de Morgana.
 
(Morgana)—Siga o horário do relógio que eu te dei. Certo?
 
(Otto)—Ah, OK. Tchau, então! E obrigado!
 
(Morgana)—De nada. Tchau!
 
A ginasta sorri para Otto, que deixa o ginásio. Após a saída do ooza, uma ruiva do grupo que estava sentado na trave interroga Morgana.
 
(Ruiva)—Mais um, Morgana?
 
(Morgana)—(Ah, ah, ah...) É o primeiro “extraterrestre”. Até que, para um cachorromem, ele é bonitinho... Me fez lembrar o meu Rex... Mas eu quero saber se ele é, ou não, digno de ficar com a Kim. Afinal, ela merece o melhor...
 
Nisso, chega Kim.
 
(Kim)—Do que cê tá falando de mim, Morgana?
 
(Morgana, disfarçando)—Ah, nada!
 
De costas para as meninas da trave, faz um sinal para que fiquem quietas. Morgana e as meninas já estão acostumadas com esses sinais toda vez que Kim chega perto.
 
(Kim)—(Um dia, ainda descubro qual é a da Morgana...)
 
Na casa de Otto (Casa? Aquilo é uma das repúblicas mais sem ordem que existem!)... Otto lê o cartão.
 
(Otto)—Sorveteria Dragão do Gelo. Rua dos Patriotas, 1247, Bairro dos Fundadores, Zona Oeste... Ah! Não é tão longe assim...
 
Nove horas da noite, horário terrestre. Sorveteria Dragão do Gelo.
 
(Otto)—Licença... Quanto sai uma Banana Split?
 
(Sorveteiro)—Dinheiro ooza?
 
(Otto)—É.
 
O sorveteiro calcula pelo preço do ouro para os dois mundos.
 
(Sorveteiro)—8, 35 Rayts[.1] . É assim que se fala, né?
 
(Otto)—É, vê uma.
 
Minutos depois, Otto pega a Banana Split, paga o sorveteiro e se dirige a uma mesa do lado de fora, no pátio da sorveteria.
 
Logo depois, aparece Morgana. Cabelos (sempre) amarrados em rabo-de-cavalo, uma bolsa vermelha a tiracolo, e um vestido preto... Curtíssimo.
 
(Morgana)—Não me convida a sentar?
 
(Otto)—Senta aí.
 
Morgana se senta à frente de Otto. A mesa, de tampo de vidro transparente, deixa Otto desconcertado a cada cruzada de pernas de Morgana.
 
(Otto)—Bom... O que a senhorita sabe sobre a Kimberly?
 
(Morgana)—Calma... Vamos ao sorvete...
 
(Otto)—Quer, eu peço outra co--
 
(Morgana)—Não, não precisa. Vai na mesma colher, mesmo. Ou você tem nojo?
 
(Otto)—Eu? Por mim, seja como a senhorita quiser. (Oferece a colher) Servida?
 
(Morgana)—Humm, cavalheiro... Aceito, sim.
 
Morgana pega a colher de Otto, tira um pedação de sorvete, e com esse mesmo pedaço, simula um fellatio. Depois, engole todo o pedaço com gosto.
 
(Otto)—Er... A senhorita adora Banana Split, hein?
 
(Morgana)—Demais. É o meu sorvete predileto.
 
(Otto)—Mas e sobre a Kimberly, você não me fala nada?
 
(Morgana)—Calma, apressadinho...
 
Os dois terminam o sorvete. Meia hora depois, caminham juntos sob as luzes de Forte Leon.
 
(Morgana)—Então, alguém já te pôs uma “coleira”, se é que me entende?
 
(Otto)—Nada. Estou livre, leve e solto.
 
(Morgana)—Posso te levar ao meu lugar favorito?
 
(Otto)—Pode, ué. Minha thankittao está trancada em lugar seguro...
 
Por mais uma hora, eles andaram até chegarem ao lugar planejado por Morgana. Uma casa de tamanho médio, um pouco afastada do centro. Papo ia, papo vinha... E Morgana abriu o portão da casa.
 
(Morgana)—Adoro minha Casa de Hóspedes. Quando vêm parentes ou amigos de longe, prefiro dormir aqui com eles. Claro, há outras... Utilidades para esta casa...
 
Entram na casa. A casa é bem mobiliada. Possui alguns móveis e eletrodomésticos, um telefone, tudo bem despojado. Morgana abre um frigobar e pega uma garrafa de champanhe. Na volta, pega duas taças.
 
(Morgana)—Champanhe?
 
(Otto)—O que é isso?
 
Ante a assertiva inesperada de Otto, Morgana ri.
 
(Morgana)—Você nunca provou champanhe?
 
(Otto)—Não.
 
Morgana enche uma taça, dá a mesma a Otto e pega outra. Otto cheira a taça.
 
(Otto)—É doce!...
 
(Morgana)—Beba! Garanto que vai adorar!
 
Otto bebe, sente o gosto doce e uma ligeira sensação inebriante.
 
(Otto)—Lembra uma bebida que tem lá em Tabax, mas... É mais fraca. É muito gostosa, mesmo.
 
(Morgana)—Que bom que gostou!
 
A ginasta enche de novo as taças.
 
(Morgana)—Mais um pouco?
 
Três garrafas de champanhe depois...
 
(Morgana)—Tá muito calor aqui, não acha?
 
O ooza baixa o zíper de sua jaqueta.
 
(Otto)—Fato.
 
Otto está assistindo a um filme de luta, na TV. Morgana chega mais perto dele e sussurra em seu ouvido canino.
 
(Morgana)—O quarto está mais fresco...
 
(Otto)—O que você quer, Morgana? (Abana o rabo) É impressão minha, ou você está atrás de algo mais?
 
Morgana, em resposta, arranca a jaqueta de Otto. O mesmo é misto de pastor alemão com husky siberiano, possuindo o formato do primeiro e a pelagem do segundo, o que tinha levado Morgana a confundi-lo com um lobo.
 
(Morgana)—Nada por baixo da jaqueta, hein seu safado? (Alisa o peito de Otto) Ah, como teus pêlos são macios...
 
(Otto)—Morgana? O que você... Está fazendo?
 
(Morgana)—Hoje de manhã... Você quase me chamou de gostosa e de tarada, não é? Quero que saiba o quanto de gostosa e de tarada eu tenho!...
 
Morgana puxa Otto pelas mãos, fazendo-o levantar-se, ainda meio sonso por causa do champanhe. Ela, visivelmente, está bem alta.
 
(Morgana)—Vem, vem! Não aceito uma negativa como resposta. Vem logo! Kimberly quer saber como você é... E eu vou fazer isso em todos os sentidos!... Cama, mesa e banho!
 
O cão é arrastado por Morgana.

(Continua...)


 [.1]O “Rayt” (Trad. Lit. “Crédito”) é a unidade monetária absoluta em toda Tabax.


Não corte uma árvore no Inverno; pois sentirá falta dela no Verão.
[Imagem: writer__s_stamp_by_themasterneko-d3d718g.gif][Imagem: brony__stamp_by_blizzykai-d3kvtne.png][Imagem: monster_musume_cerea_stamp_by_venasari-d97gxns.png][Imagem: Gurren_Lagann_Stamp_by_BLUE_F0X.gif][Imagem: my_rosario_vampire_inner_moka_stamp_by_a...6ki62a.png]
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